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Chá: tudo o que você achava que sabia sobre a bebida estava errado

Participante de evento em Florianópolis, Sommelier de chá Dani Lieuthier esclarece as principais dúvidas dos amantes das infusões

06/07/2016 - 13h29

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Por Redação NSC
Especialista recomenda preparar o chá em bules, e não direto na xícara
Especialista recomenda preparar o chá em bules, e não direto na xícara
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Se você pensa que ferver água, imergir um saquinho com folhas secas dentro, esperar uns minutos e sorver o líquido colorido consiste em consumir chá, a notícia é ruim: está enganado. Chá é somente o nome de uma planta, a Camellia sinensis.

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Das folhas dela, podem ser feitos seis tipos da bebida que, aos poucos, ganha adeptos no Brasil: chá branco, chá amarelo (derivado do verde, é caro e raro, encontrado somente em algumas regiões da China), chá verde, oolong (chá azul semi-oxidado), chá preto e chá escuro (único chá fermentado, sendo o mais conhecido o Pu-Erh).

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A principal diferença entre eles consiste no método de fabricação que, por sua vez, influencia no grau de oxidação. Hibisco, camomila ou capim-limão, por exemplo, são ervas ou flores comumente chamadas de infusões.

Consumidores assíduos dispensam os sachês, que começaram a ser produzidos no pós-Revolução Industrial, e usam as folhas secas. Adoçar é considerado heresia, porque as principais características são mascaradas. Além disso, conforme a sommelier Dani Lieuthier, que criou o Instituto do Chá em Curitiba e esteve em Florianópolis nesta semana, existem três fatores essenciais para o preparo ideal dos chás: temperatura, tempo e quantidade.

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Esqueça os sachês: bebida boa é aquela preparada com a infusão das folhas secas
Esqueça os sachês: bebida boa é aquela preparada com a infusão das folhas secas
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Temperatura

Recomenda-se o preparo em bules, e não direto na xícara, para que o calor seja mantido por mais tempo. É indicado, inclusive, que os bules sejam pré-aquecidos. Mas cuidado com temperaturas muito altas: quanto mais graus e maior o tempo de infusão, mais taninos serão liberados da Camellia sinensis. São essas substâncias que podem amargar demais a bebida. O limite de temperatura para o chá verde é 85º C, ou seja, ela não deve ferver. O mesmo vale para o chá preto. Somente infusões podem ser feitas com água a 100º C. O uso de termômetro é indicado – algumas chaleiras elétricas já contam com essa facilidade.

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Tempo

As misturas, conhecidas por blend, possuem tempos diferentes de preparo. Para que a bebida fique harmoniosa, é bastante importante seguir à risca, pois cada ingrediente tem um tempo diferente para liberar seu sabor. Retirar o infusor do contato com a água após a hora indicada também é fundamental para que o chá não fique amargo demais. Certo amargor faz parte, principalmente em chás verdes ou pretos.

Quantidade

Não se deve utilizar mais do que 2 g (uma colher de chá!) de cada chá ou infusão para 200 ml de bebida. Mas essa regra não é fixa: alguns blends mais volumosos e leves podem ser preparados a partir de três colheres de chá para que atinja os 2 g recomendados.

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