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Violência

Chapecó registra o quinto homicídio em novembro 

Apesar da preocupação da população forças policiais afirmam que números do ano não destoam do ano passado

17/11/2019 - 17h30

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Darci
Por Darci Debona

O mês de novembro tem sido violento em Chapecó, onde em pouco mais de duas semanas foram registrados cinco homicídios. O mais recente foi na sexta-feira, onde um homem levou dois tiros na cabeça, na rua 25 de agosto, no bairro Jardim América.

De acordo com amigos ele foi defender um familiar, numa discussão por dívida, e acabou sendo atingido por um homem de 31 anos que morava na vizinhança. Clávio Soares,de 46 anos, chegou a ser encaminhado ao Hospital Regional do Oeste mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta das 18h de sexta-feira.

No domingo passado um jovem foi esfaqueado no centro de Chapecó, após uma briga por ciúmes, num parque de diversões.

Na semana anterior uma família foi encontrada morta num apartamento no bairro Pinheirinho. De acordo com a Polícia Civil, o caso está sendo tratado como duplo homicídio seguido de suicídio. No dia 1º de novembro um homem que estava em liberdade provisória também foi morto.

O número de homicídio chamou a atenção população mas, segundo o comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar de Santa Catarina, tenente-coronel Ricardo Alves da Silva, apesar de o mês de novembro tem um grande número de homicídios, isso não quer dizer que a violência está maior neste ano.

- Não há um aumento de homicídios, ocorre que, pelo fato de quatro pessoas morrerem na mesma semana, nos trouxe essa sensação de aumento – afirmou.

Ele acredita que quando os crimes fogem de casos como briga por tráfico e atingem o cidadão “comum”, acabam tendo maior repercussão.

A Polícia Militar contabiliza 30 homicídios com este de sexta-feira. No ano passado, foram 35 contando dezembro. Em 2017 foram 39, em 2016 foram 44, em 2015 foram 46 e, em 2014 foram 63.

Mesmo assim este mês de novembro já é o mais violento desde 2014, quando ocorreram oito mortes no mesmo mês. Nos últimos cinco anos o mês mais violento foi julho de 2017, com nove homicídios.

O delegado regional da Polícia Civil, Ricardo Casagrande, também avalia que o caso da família, com três mortes, acabou elevando as estatísticas, embora uma das mortes deverá ser contabilizada como suicídio.

Ele também citou que neste ano foram encontradas duas ossadas, mas que ainda não foi definida a causa da morte, se foi mesmo homicídio, nem quando ocorreram.

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