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Chapecoense pede retratação a dirigente do Goiás 

Ele reclamou da arbitragem e disse que seu time não era culpado pela tragédia aérea de 2016

21/10/2019 - 17h28 - Atualizada em: 21/10/2019 - 18h43

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Darci
Por Darci Debona
Chapecoense empatou por 2 a 2 com o Goiás, na Arena Condá
Digirente do Goiás reclamou de pênalti marcado a favor da Chapecoense no empate por 2 a 2, na Arena Condá
(Foto: )

A direção da Chapecoense publicou no final da tarde desta segunda-feira (21), no site do clube, uma carta aberta pedindo uma retratação do presidente do Conselho Deliberativo do Goiás, Hailé Pinheiro, que insinuou um suposto benefício da arbitragem ao clube catarinense devido à tragédia com a delegação do clube, em 2016. A declaração foi após o empate por 2 a 2 na Arena Condá, no domingo (20).

— Ajudar o Corinthians? Vá lá ainda, é o Corinthians... Ajudar a Chapecoense que está caindo pelas tabelas? Se o avião da Chapecoense caiu, o Goiás não foi culpado disso. Tem que acertar é com quem derrubou o avião, não fomo s nós não — disse o dirigente, em entrevista para a Rádio Bandeirantes.

A direção da Chape afirmou que jamais iria utilizar a tragédia para se beneficiar. Lembrando que desde o início foi contra sugestões como a de não ser rebaixada nos três primeiros anos após o acidente com o avião que levava a delegação para a Colômbia - 71 pessoas morreram.

Lembrou ainda que foi prejudicada em várias decisões de arbitragem, uma delas contra o próprio Goiás. No jogo de ida, quando perdeu por 3 a 1, foram dois pênaltis contra a Chapecoense - um deles muito questionado pelo clube catarinense. Além disso, naquela partida, Bruno Pacheco foi expulso sem ter levado cartão amarelo.

A reportagem entrou em contato com o clube goiano, mas até o momento não obteve resposta.

Confira a nota da Chapecoense.

"Quando enfrentamos o momento mais difícil da nossa história - e, incontestavelmente, o mais difícil da história do futebol brasileiro - vimos a rivalidade dar lugar a uma infinidade de atitudes solidárias. Recebemos ajuda de todos, sem distinção. A união de esforços de todos para a reconstrução do clube e reestruturação das famílias foi primordial para que a história continuasse a ser escrita.

Se, por um lado, toda a ajuda recebida foi um diferencial - e, por ela, temos eterna gratidão - por outro lado, refutamos a piedade que, em determinando momento, nos foi oferecida em forma de “imunidade”. 

Tínhamos - e ainda temos - plena consciência da dificuldade que nos acompanhará ao longo dos próximos anos, porque, na Chape, nada nunca foi fácil… Mas optamos por lutar, com as nossas próprias mãos e pés, para alcançar quaisquer que sejam os nossos objetivos. Sempre trabalhamos com humildade, seriedade e dignidade para encarar e superar as adversidades. Agora, não seria diferente. 

É por tudo isso - mas principalmente por defendermos e brigarmos pelo respeito, acima de tudo - que lamentamos e repudiamos a infeliz manifestação de Hailé Pinheiro, Presidente do Conselho Deliberativo do Goiás Esporte Clube, insinuando que a Chapecoense está sendo “ajudada” pela arbitragem por estar “caindo pelas tabelas”. 

Em primeiro lugar, independentemente da atual situação do clube na tabela de classificação, jamais apelaríamos para qualquer tipo de “privilégio” ou desobrigação diante dos nossos compromissos dentro de campo. Em segundo lugar, não é preciso ir muito longe para provar que, ao contrário do que sugeriu o dirigente esmeraldino, a Chape foi prejudicada, em diversas partidas, por decisões equivocadas da arbitragem. Por último, e muito mais importante: jamais nos debruçariamos sobre o maior infortúnio da nossa história para ficarmos em posição de vítimas e, diante disso, conseguirmos qualquer tipo de vantagem. Nós respeitamos e honramos a nossa história. Nós respeitamos e honramos a memória de cada um dos que nos deixaram quando sairam em busca de um sonho. E é por isso e por eles que exigimos respeito e retratação."

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