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    Chegada do verão alerta sobre os riscos e cuidados necessários com a pele

    A cada ano, 180 mil novos casos de câncer de pele são registrados no país, o que corresponde a 30% de todos os tipos da doença

    26/12/2018 - 11h26 - Atualizada em: 26/12/2018 - 14h38

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    Por Adriano Lins
    O verão e os cuidados com a pele
    Protetor solar é item indispensável durante a estação, até mesmo para ir a passeios ou fazer atividade física ao ar livre
    (Foto: )

    Na semana passada começou oficialmente o verão, a estação é marcada por altas temperaturas, sol e praia. Este período que normalmente é de férias e descanso, pode vir acompanhado de problemas, se não forem tomadas algumas medidas de proteção com a pele.

    De acordo com previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a estação este ano será mais quente, com temperatura média em todo o Brasil no trimestre dezembro, janeiro, fevereiro superior aos 31,5ºC registrados no mesmo período de 2017/2018. Por isso, o cuidado deve ser ampliado para manter a pele linda, saudável e curtir o calor sem se preocupar.

    A dermatologista, Rafaela Ludvig Lehmkuhl diz que o sol é necessário para a vida e tem alguns benefícios. No entanto, é preciso moderação para não desenvolver câncer de pele.

    – Os efeitos do sol na pele são provocados, principalmente, pelos raios ultravioleta (UV). São eles os responsáveis pelas queimaduras solares, envelhecimento cutâneo, manchas e alterações da pigmentação da pele. E, por desencadearem mudanças no interior das células, danificam o DNA provocando os cânceres de pele – afirma.

    Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a cada ano 180 mil novos casos de câncer de pele são registrados no país. Isso corresponde a 30% de todos os tipos da doença registrados. O tipo de câncer de pele mais comum, o não melanoma, tem letalidade baixa, porém, o número de incidência é muito alto.

    Especialista destaca cuidados essenciais

    A exposição ao sol neste período se torna inevitável, seja no trabalho ou em atividades ao ar livre. Se não houver a proteção necessária, haverá queimaduras. Para tratar esse tipo de efeito da exposição ao sol, a dermatologista, Rafaela indica o banho gelado como um dos cuidados essenciais, pois alivia a sensação de desconforto e ardência, além de evitar que a pele resseque ainda mais.

    Um segundo cuidado fundamental é abusar no uso de hidratantes. O melhor momento é logo após o banho, pois quando úmida, a pele absorve melhor os princípios ativos dos cremes. Além do consumo de líquidos, que devem ser intensificados neste período.

    – Quando surgirem bolhas ou descamação, não devemos manipulá-las: nunca furá-las ou puxar a pele. As bolhas servem para proteger a pele enquanto ela se restabelece e estourá-las pode deixá-la ainda mais sensível e exposta a possíveis infecções – orienta.

    A médica dermatologista explica que as queimaduras não vão melhorar de um dia para o outro. O período de restauração da pele vai depender do tipo de queimadura, podendo levar até duas semanas para recuperação.

    – A queimadura solar pode causar danos futuros à pele, como câncer, envelhecimento precoce, manchas escuras e cicatrizes.

    Saúde

    Confira as dicas da Dra. Rafaela Ludvig Lehmkuhl sobre o uso correto do protetor solar durante o verão

    Alguns cuidados básicos podem ajudar a evitar danos à pele:

    Horário de exposição

    Os raios UVA são praticamente constantes durante o dia, e são os principais responsáveis pelo envelhecimento e manchas solares. Já os raios UVB estão incidindo na terra com maior intensidade entre as 10h e 16h, e contribuem para o surgimento das queimaduras solares e dos cânceres de pele. Para a dermatologista, Rafaela Ludvig Lehmkuhl é principalmente nesses horários, que deve ser evitada a exposição solar.

    Alimentação

    O consumo de alguns alimentos e uma dieta balanceada ajuda a proteger a pele dos danos do sol. A ingestão de alimentos ricos em carotenóides, vitaminas C e E, e polifenóis pode fornecer proteção contra os efeitos dos raios UV. Essa proteção pode ser encontrada em alimentos comuns ao dia a dia, como nas frutas cítricas, peixes e vegetais alaranjados.

    Escolha do ambiente

    De acordo com Lehmkuhl, o ideal é manter-se em um ambiente coberto, mas quando isso não é possível, além do uso do protetor solar, é aconselhável o uso de chapéu, guarda-sol, óculos de sol e roupas com proteção ultravioleta.

    Protetor solar

    A escolha do fotoprotetor depende das características da pele e deve ser orientada por um dermatologista após uma análise individual. Pessoas com tendência a ter manchas na pele precisam de uma proteção mais intensa, assim como peles claras. Mas, independente da cor da pele, todos devem usar protetor solar.

    Todas as medidas citadas acima são indispensáveis para uma exposição com responsabilidade, mas há de ter um zelo especial com o uso de filtro solar, com FPS acima de 30, que deve ser aplicado a cada 2 a 3 horas, orienta Lehmkuhl.

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