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Chocolate amargo pode contribuir para a mobilidade de pessoas com doença cardiovascular

Pacientes com doença arterial periférica conseguiram aumentar tempo de caminhada e distância percorrida após ingestão do alimento

04/07/2014 - 11h10 - Atualizada em: 04/07/2014 - 19h01

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Por Redação NSC
(Foto: )

Para a maioria de nós, o chocolate amargo é apenas guloseima saborosa - mas para os idosos também poderia ajudá-los a andar, de acordo com um estudo. Pesquisadores descobriram que pessoas idosas com problemas arteriais nas pernas eram capazes de caminhar um pouco mais depois de comer o chocolate.

A doença arterial periférica (DAP) é uma patologia cardiovascular que afeta as artérias das pernas e está fortemente associada com a idade, coincidindo com taxas elevadas em pessoal acima dos 70 anos. A redução do fluxo sanguíneo provocado pode causar dor, cãibras ou cansaço nos membros ou quadris ao andar.

Na pesquisa, pacientes com DAP - 14 homens e seis mulheres com idades entre 60 e 78 - aumentaram sua capacidade de caminhar sem ajuda de bengalas e andadores depois de comer chocolate amargo.

Em dias separados, eles foram testados em uma esteira pela manhã e outra vez depois de consumir uma barra de 40g de chocolate amargo ou ao leite. Após ingerir o chocolate amargo, eles caminharam em média, 39 metros e 17 segundos a mais do que no início do dia. Não houve melhora verificada no grupo que ingeriu chocolate ao leite.

Os cientistas, cujos resultados foram publicados no Journal of the American Heart Association, sugerem que os polifenóis - compostos encontrados no cacau - podem reduzir o estresse oxidativo e melhorar o fluxo sanguíneo nas artérias periféricas.

No teste, o chocolate amargo utilizado possuía 85% de cacau, ou seja, era rico em polifenóis. O chocolate ao leite, continha menos de 30% de cacau. A equipe disse que um estudo maior com o consumo em longo prazo é agora necessário para confirmar as melhorias.

Os benefícios foram modestos. No entanto, estes foram classificados como de potencial relevância para a qualidade de vida desses pacientes, segundo Lorenzo Loffredo, professor da Universidade Sapienza de Roma.

Os níveis de óxido nítrico - um gás ligado à melhoria do fluxo de sanguíneo - foram maiores quando os participantes ingeriram chocolate amargo. Outros sinais bioquímicos de estresse oxidativo também foram menores.

Com base nessas observações e outros experimentos de laboratório, os pesquisadores sugerem que os altos níveis de óxido nítrico podem ser responsáveis por dilatar as artérias periféricas e assim dar autonomia ao andar. Francesco Violi, professor de medicina na universidade, afirmou que alimentos ricos em polifenóis podem representar uma nova estratégia terapêutica para combater as complicações cardiovasculares.

Outros alimentos ricos em polifenóis incluem cravo, hortelã, sementes de aipo, alcaparras e avelãs.

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