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Opinião

Ciclorrota em Florianópolis requer educação no trânsito 

Prefeitura implementa sinalização de ciclorrota em bairros como Córrego Grande, Agronômica e Jurerê

18/08/2019 - 21h50 - Atualizada em: 19/08/2019 - 11h33

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Renato
Por Renato Igor
Rua João Pio Duarte Silva, no Córrego Grande, faz parte da ciclorrota
Rua João Pio Duarte Silva, no Córrego Grande, faz parte da ciclorrota
(Foto: )

O motorista da capital encontrou uma nova sinalização no trânsito, desde a última semana, nos bairros Córrego Grande, Agronômica e Jurerê, em Florianópolis. São as ciclorrotas. Atendendo à legislação de trânsito, onde não há ciclofaixa e tampouco ciclovia, é preciso sinalizar e informar ao motorista que trata-se de uma via importante e demandada por ciclistas.

No olhar do leigo, a sensação que dá é que falta espaço para todos. Para evitar acidentes, o motorista terá que esperar o ciclista enquanto não houver espaço para ultrapassagem. Receio de que isso possa não acontecer. Basta observar a impaciência e a má educação no trânsito.

Não resta dúvida de que, conceitualmente, a prefeitura trabalha no rumo certo, de uma "cidade para as pessoas", incentivando o andar a pé, bike e transporte coletivo. O exemplo recente é o posicionamento de que a Ponte Hercílio luz tenha o transporte coletivo como prioridade. É o que as cidades com melhores indicadores fizeram e seguem perseguindo, continuamente.

A "dinamarquização" de Florianópolis pode não tornar a capital catarinense no padrão de qualidade escandinavo. Mas o caminho é esse.

Se você me perguntar se eu andaria de bike ali na agronômica, espremido entre ônibus, caminhões, motoboys insanos e motoristas imprudentes que dirigem e teclam no whasapp ao mesmo tempo? Mesmo sendo ciclista, respondo que não.

Aos meus filhos, imploraria para que evitassem andar ali de bicicleta. No máximo, na ciclovia da beira-mar. Não aguentaria a agonia de esperar eles me ligarem para informar que estão vivos. Espero estar errado e que os motoristas me desmintam.

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