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Claudio Loetz: Entidades empresariais e Prefeitura querem reunião com a presidente da Latam

Anúncio de suspensão da rota Joinville-Guarulhos a partir do fim de mês motivou o pedido. Ideia é encontrar uma solução para o impasse com a companhia aérea

17/11/2016 - 07h11

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Por Redação NSC

A Secretaria de Integração e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Joinville e lideranças das entidades empresariais Acij, Ajorpeme, CDL e Acomac querem uma reunião com a presidente da Latam, Claudia Sender. Vão pressionar para que a companhia aérea reveja a sua decisão de não mais fazer o voo entre os aeroportos de Joinville e Guarulhos.

O mais populoso e industrializado município de Santa Catarina ficará sem voo para o principal aeroporto internacional do Brasil. Em tempos passados, havia três frequências nesta rota. Uma era da ex-TAM; outra da Azul, e mais um, da Gol.

A Latam enviou ofício ao secretário Danilo Conti no dia 3 de novembro, comunicando que "a rota Joinville-Guarulhos será descontinuada a partir de 30 de novembro". Segue o texto da empresa:

- Essa alteração se deveu a problemas de rentabilidade dessa operação, que inviabilizaram sua continuidade. Destacamos, ainda, que essa medida se soma a outras adequações recentes, realizadas para adaptar a malha aérea da Latam Airlines Brasil ao contexto econômico brasileiro.

Há um ano, em novembro de 2015, Claudia Sender, em palestra na Acij, declarava:

- A reivindicação de Joinville por tarifa menor tem de obedecer à lógica da lei de oferta e procura. Se o cliente quer voar e compra a passagem com dois ou um dia de antecedência, claro que vai pagar mais caro. Na média, as tarifas se reduziram à metade nos últimos dez anos. As empresas aéreas atendem a 100 milhões de passageiros por ano no Brasil. O custo é fator de sobrevivência.

Nove voos

Atualmente, o Aeroporto Lauro Carneiro de Loyola funciona com nove voos diários. Quatro da Latam (três para Congonhas e um para Guarulhos); dois da Gol, ambos para Congonhas; e três da Azul, todos para Campinas. A Prefeitura e o empresariado preparam plano de ação para aumentar o fluxo de passageiros no aeroporto local, ao mesmo tempo em que pretendem convencer todas as três companhias aéreas a aumentar o número de frequências.

Passagens

Uma das ideias é fazer com que as empresas joinvilenses comprem passagens para seus funcionários a partir de Joinville. Faz anos, preferem mandar os seus profissionais para o Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais. Lá há mais oferta de horários, a preços mais em conta - especialmente quando os bilhetes são adquiridos próximo da data da viagem. E ainda há o mito (nem tão verdadeiro mais) de que o mau tempo provoca muitos cancelamentos no Lauro Carneiro de Loyola.

Impasse

A decisão da Latam vai na contramão dos investimentos feitos em Joinville pela Infraero. Desde 2014, vieram o ILS, que melhora a segurança de voo, e o grooving, que aumenta a aderência das aeronaves no solo. A Infraero tem projeto de investir R$ 300 milhões com a construção de complexo logístico. Claro que isso só se viabilizará com maior demanda comprovada por estatísticas. Promessas não animam as empresas aéreas. Enquanto isso, até as agências de viagens preferem encaminhar seus passageiros para outros aeroportos. É a velha história: o número de voos só aumenta se houver mais passageiros, e as empresas optarão por usar Joinville se houver mais voos aqui.

Eleição na Ajorpeme

O empresário e consultor Célio Luiz Valcanaia vai presidir a Associação de Joinville e Região da Pequena, Micro e Média Empresa (Ajorpeme) em 2017. Ele concorre em chapa única no dia 24 deste mês. Adriane Rosane Mückler vai comandar o Instituto Ajorpeme. A posse de toda a diretoria e órgãos colegiados está marcada para janeiro próximo. Valcanaia é o atual vice-presidente administrativo-financeiro. Tornou-se associado em 2010 e, na gestão de 2014, entrou para a diretoria executiva. A empresária e advogada Adriane Rosane Mückler exerce atualmente o cargo de conselheira fiscal do instituto. É filiada desde 2004.

Altíssimo luxo

A Mercedes-Benz lança nesta quinta-feira, em Joinville, o novo Classe E 250 (foto), um dos sedãs executivos de maior prestígio no mundo. Os modelos adotam sistemas de informação, entretenimento e controle do conceito intelligent drive, que oferecem a experiência de condução semiautônoma. O novo carro de luxo chega ao mercado com preço que varia de R$ 309.900 a R$ 325.900, dependendo da versão. Em Joinville, a DVA Automóveis representa a marca.

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