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Claudio Loetz, sobre 2016: "Luz no fim da escuridão? Sempre há. Precisaremos de paciência, determinação e disciplina"

Colunista faz análise sobre o que esperar da economia no ano que vem

25/12/2015 - 17h12 - Atualizada em: 26/12/2015 - 06h32

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Por Redação NSC
(Foto: )

Quem vê a mensagem acima pode até acreditar que houve condusão, afinal, estamos ingressando em 2016. Explico: Antecipar o futuro é coisa para vidente iluminado. Não me aventuro a predizer os fatos. Seria leviano, irresponsável, mesmo. Até porque, no mínimo, em razão da obrigação de trazer informações novas e corretas aos leitores neste espaço. Se o jogo da imprensa não é o da adivinhação, nada impede que os textos de colunistas contenham um tanto de interpretação. Lógico, com base no que já temos como parâmetro e indicações, a sugerir a possibilidade analítica do presente e prospecção para adiante. Feita esta introdução, vamos aos fatos.

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Queixar-se de 2015 foi a tônica de 101 entre cada 100 pessoas, independentemente de idade, natureza do trabalho ou de classe social. Não tinha como ser diferente. Paralisação de investimentos, inflação revivida em dois dígitos; desemprego massivo, aos milhares; perda de poder aquisitivo e indefinição sobre o futuro - até mesmo de curto prazo - embalaram as insônias de cada um, e as coletivas, idem. O ano de 2016 está chegando e falar de coisas negativas às vésperas de um happy new year parece provocação.

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Desculpe se passo esta impressão no último fim de semana do ano. Minha missão não é diminuir a fruição das alegrias tão comuns nesta época. O objetivo é tratar de temas difíceis, ásperos, sem a paixão do delirante. E nem com a desrazão do bêbado. Um e outro, personagens tão óbvios no Natal e na virada anual do calendário.

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Desnecessário profetizar para afirmar que 2016 vai ser, de novo, um período duro, desafiador na linguagem das empresas. Problemático para todos, indistintamente. O terrorista, aquele que aposta no quanto pior melhor, prega o fim do mundo. E não dá nem pistas salvadoras. O analista avalia cenários. Opto pela segunda vertente.

O próximo ano começará na continuidade de 2015. Viveremos, ainda, altos níveis de desemprego. Potencialmente, chegando a 12%, 13% da força de trabalho no País. O drama social vai ter mais impacto no primeiro quadrimestre. Até lá, pelo menos, permanecerá o quadro de indefinição da política nacional e o País será rebaixado pela terceira consultoria global a medir grau de risco. O prognóstico aponta, também, que isso atingirá especialmente as indústrias com baixo poder de competição e descapitalizadas. E, claro, os negócios das áreas de prestação de serviços. Neste caso, como natural consequência dos efeitos já anteriormente ocorridos no meio industrial.

Luz no fim da escuridão? Sempre há. Precisaremos de paciência, determinação e disciplina. Para encontrarmos o caminho, vamos depender de alguns agentes. Dos empresários acreditarem na recuperação e conseguirem ver adiante o que o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, fará com os rumos da economia. Nesse começo, a noção é de uma provável prática da volta ao passado, com pouca ênfase ao tal ajuste fiscal que a maioria prega, mas raros percebem. Depende muito do governo inspirar um mínimo de confiança - produto em falta há pelo menos seis meses. Depende dos investidores estrangeiros em colocar suas bilionárias fichas em negócios produtivos no Brasil. Com o dólar a R$ 4 - pouco mais, pouco menos, e ao sabor das circunstâncias - e dezenas de empresas nacionais bem endividadas, companhias multinacionais e fundos de investimentos ganham a chance de ouro para fazerem aquisições na bacia das almas.

Se há dúvidas entre executivos de ponta de companhias com lobbies junto ao centro do Poder, imagina como estão os mortais a terem que sobreviver com R$ 2 mil por mês e unicamente refratários dos fatos a atropelarem seu cotidiano. Por isso, três recomendações essenciais:

1) Nada de gastar o dinheiro do 13º salário somente com os prazeres da vida. O lazer ajuda a reoxigenar mentes e a fortalece para se enfrentar os desafios seguintes, que virão, certamente. Mas, cuide para fazer a travessia com um pouquinho de reservas financeiras.

2) Crie vínculos fortes com o otimismo, apesar de que isso pareça distante demais. Será fundamental no próximo ano.

3) Corra para se agarrar ao emprego que já tem, ou corra, mais rápido ainda, para conquistar um. Você vai precisar.

Estes três fatores vão auxiliar você a viver no próximo ano. Conseguiu? Então vamos dar um passo adiante e desejar a todos um feliz 2017.

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