O Grêmio vendeu o meio-campista João Pedro Bitello ao futebol russo por cerca de R$52 milhões no mês de setembro. Detentor de 70% dos direitos econômicos do atleta, o clube gaúcho embolsou a quantia de R$36,4 milhões. Os outros 30% do passe de Bitello pertenciam ao Cascavel, o equivalente a R$15 milhões, valor esse que o clube paranaense alega ainda não ter recebido do Grêmio. 

Continua depois da publicidade

Leia mais notícias do Esporte no NSC Total

Clique aqui para entrar na comunidade do NSC Total Esporte no WhatsApp

O que se sabe sobre a possível negociação de Aloísio “Boi Bandido” e Vitor Jacaré com o Avaí

Na semana passada, a diretoria do Cascavel entrou com uma liminar na Câmara Nacional de Resoluções de Disputas (CNRD) para bloquear o valor da premiação que seria dada ao Grêmio pela CBF, devido a segunda colocação do clube gaúcho no Campeonato Brasileiro de 2023.

Continua depois da publicidade

Bitello começou na escolinha do Cascavel e se destacou no campeonato paranaense sub-17 e sub-19. Fez a sua estreia no profissional com apenas 16 e logo depois foi contratado pelo Grêmio para as categorias de base. Pelo tricolor gaúcho, foram 93 partidas, 19 gols e 9 nove assistências. 

Além do Cascavel, o Foz do Iguaçu também alega ainda não ter recebido valores do clube de Porto Alegre, só que referentes a venda do atacante Pepê ao Porto. Na ocasião, o Foz também era detentor de 30% dos direitos de Pepê e tem direito a uma quantia na casa dos R$29 milhões.

Confira a nota do FC Cascavel:

Após a manifestação formal do Grêmio, o Futebol Clube Cascavel vem a público afirmar que acredita na CNRD (Câmara Nacional de Resoluções de Disputas), câmara criada pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para dirimir conflitos entre clubes e, principalmente, garantir o direito líquido e certos registrados em contratos juntos a esta Confederação, independente do tamanho do clube e do seu grau de influência.

É difícil de acreditar que o Grêmio, um clube centenário, apropriou-se e utilizou-se indevidamente de valores do Cascavel e, mesmo após citado, sequer apresentou uma justificativa plausível. Pelo contrário, alegou que não precisa sofrer qualquer tipo de bloqueio por tratar-se de um clube sólido e tradicional… Mas, desde quando “nome” paga contas?

Continua depois da publicidade

Esse tipo de ato prejudica o planejamento do Cascavel, pois o Grêmio decide por pagar quando quiser e do jeito que puder, por recurso que se apoderou de forma indevida.

Acreditamos na CNRD e queremos crer em uma das funções da mesma, talvez a mais importante, moralizar o futebol brasileiro, punindo rigorosamente clubes e seus dirigentes que agem desta forma.

Acreditamos que a CNRD, mesmo com valores de custo elevados para clubes menores, como em nosso caso, está ali para colocar um “basta” neste tipo de ação, como o caso do Grêmio. Nos parece contumaz, prejudicando seus parceiros comerciais de forma pensada, apropriando-se de recursos que não são de direito.

Esperamos, ainda esse ano, uma liminar bloqueando valores da entidade Grêmio e garantindo os direitos do FC Cascavel. Que trabalha diuturnamente para manter seus compromissos em dia e para fazer futebol com coerência e respeito.

Continua depois da publicidade

Veja o top 10 do ranking da Conmebol e a posição dos times catarinenses

Assista também

Destaques do NSC Total