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Clubes querem Tiffany fora da Superliga feminina, diz jornal

Blog do jornalista Bruno Voloch, do Estado de S. Paulo, noticia que equipes estão pressionando a Confederação Brasileira de Vôlei a excluir a atleta transgênero da competição

05/02/2018 - 11h00

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Por Redação NSC

O blog do jornalista Bruno Voloch, do jornal O Estado de S. Paulo, noticiou que clubes que participam da Superliga feminina estão pressionando a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) para excluir Tiffany, a primeira atleta transgênero brasileira a atuar no vôlei feminino, da competição.

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A pressão vem em um momento em que Tiffany tem se destacado, com grandes atuações pela equipe de Bauru.

"Todos contra Tiffany e, indiretamente, Bauru. Esse é o cenário atual e o que está acontecendo nos bastidores do vôlei feminino brasileiro. O blog apurou que o movimento contra a presença da jogadora cresceu nos últimos dias. Foi quando, curiosamente, Tiffany melhorou consideravelmente seu aproveitamento dentro de quadra e ameaçou Praia Clube e Osasco. Coincidentemente os playoffs se aproximam", escreveu o jornalista.

Desde o início da temporada, a participação de Tiffany tem gerado polêmica. Há quem aponte que, apesar da jogadora se encaixar nas regras para participação de transgêneros do Comitê Olímpico Internacional (COI), ela leva vantagem pelo fato de que seu corpo foi desenvolvido com os níveis de testosterona de um homem.

A goiana Tiffany nasceu Rodrigo Pereira de Abreu e já havia disputado as edições masculinas da Superliga A e B no Brasil e outros campeonatos entre homens nas ligas da Indonésia, Portugal, Espanha, França, Holanda e Bélgica antes de fazer a transição de gênero, concluída quando defendia um clube da segunda divisão belga.

No início de 2017, ela recebeu permissão da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) para competir em ligas femininas, tendo disputado a temporada pelo Golem Palmi, time da segunda divisão da Velha Bota.

A FIVB segue as normas do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre a legislação envolvendo a participação de atletas transgêneros em competições oficiais. Em 2016, o COI permitiu a participação de homens nos eventos da entidade sem nenhuma restrição e as mulheres precisam apenas ter a quantidade de testosterona controlada para poder competir em equipes femininas. A cirurgia de mudança de sexo não é mais exigida. Tifanny se enquadra em ambas as regulamentações.

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