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Coleta seletiva de Florianópolis recolhe 18,5 toneladas de vidro em um mês

Inspirado em padrão europeu, nova coleta classifica resíduos domiciliares em quatro frações e torna a reciclagem mais efetiva

07/07/2021 - 17h13 - Atualizada em: 08/07/2021 - 15h18

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Por Estúdio NSC
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Coleta de lixo é realizada pela Comcap
(Foto: )

Mesmo com o aumento da produção de resíduos domésticos em função da pandemia, a Prefeitura de Florianópolis mantém a meta de recuperar 90% dos resíduos orgânicos compostáveis e 60% dos recicláveis secos até 2030, evitando que esse volume vá parar em aterro sanitário. Com isso, estima-se uma economia de R$ 48 milhões por ano com redução no custo do transporte e aterramento sanitário e ganhos na reciclagem.

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A coleta seletiva flex é determinante para o cumprimento dessa meta. Ela foi planejada e adaptada para que possa ser feita mais vezes e para alcançar um número maior de pessoas. 

Para isso, é realizada com equipamentos desenvolvidos especialmente para Florianópolis, como o caminhão satélite com elevador para contentores contentores somente para vidro e outros somente para orgânicos. O fato de combinar entrega voluntária com a coleta de porta em porta, com estratégias criadas para cada bairro tornam a coleta mais flexível e dinâmica. No bairro Monte Verde, por exemplo, a coleta de orgânicos é feita em pontos de entrega voluntária (PEVs) com sistema de bombonas e baldinhos. Já atende 292 domicílios.

Na segunda etapa do projeto, a coleta seletiva flex atenderá nove bairros entre Bacia do Itacorubi e Centro, alcançando 17,5 mil unidades habitacionais e mais de 50 mil pessoas. Além do Itacorubi, Córrego Grande, João Paulo, Sacos dos Limões, Carvoeira, Agronômica, Pantanal, Trindade e Santa Mônica terão o serviço.

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Desse modo, o potencial de coleta será de 40 toneladas de vidro e 250 toneladas de orgânicos por mês, o que representa um aumento de 40% na reciclagem de vidro e de 100% na de resíduos orgânicos.

Município aumentou um ponto percentual o índice de recuperação de materiais na pandemia

Entre março e abril de 2020, a coleta seletiva de resíduos de porta em porta foi suspensa por conta da pandemia. Mesmo com essa parada, Florianópolis aumentou de 7% para 8% a recuperação de materiais por compostagem ou reciclagem no último ano.

Segundo a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, a Comcap movimentou 205 mil toneladas de resíduos residenciais, dos quais 5,9% foram separados pela população para a coleta seletiva; 2,3% eram recicláveis orgânicos, que foram tratados em pátio de compostagem mantido em parceria com Associação Orgânica e encaminhados para ações de agricultura urbana. Do total, 8,2% dos resíduos foram desviados do aterro sanitário por meio da reciclagem e compostagem.

A SMMA destaca, também, o papel da conscientização individual para que esses números sejam maiores. É preciso que cada cidadão faça a sua parte, separando recicláveis de rejeitos em casa e destinando corretamente para a coleta; do mesmo modo, é importante que os condomínios assumam a responsabilidade de oferecer contentores e depósitos temporários e, por fim, e então o poder público dará a destinação adequada. Por lei no Brasil, desde 2010, a responsabilidade pelos resíduos é compartilhada do fabricante ao consumidor, passando pelo comércio e importadores. No pós-consumo, todos os produtos e embalagens devem retornar ao ciclo da economia ou da natureza.

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