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    Série A

    Com atuações fracas, Avaí e São Paulo empatam sem gols na Ressacada

    Para o Leão, o resultado é pior, porque o time segue sem vitórias e na lanterna do campeonato

    08/06/2019 - 22h07 - Atualizada em: 08/06/2019 - 22h37

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    Por Samuel Nunes
    Jogo sem gols foi resultado ruim para as duas equipes
    Jogo sem gols foi resultado ruim para as duas equipes
    (Foto: )

    Quando chegarem em casa, os goleiros Vladimir e Tiago Volpi poderão dobrar os respectivos uniformes e guardar na gaveta do armário até a próxima rodada do Brasileirão, sem se preocupar em lavar. Os arqueiros do Avaí e do São Paulo sequer sujaram as roupas na partida deste sábado (8), no Estádio da Ressacada, em Florianópolis. O jogo terminou em 0 a 0.

    O empate marcou a 11ª partida do Avaí sem vencer. Desde o dia 7 de abril, o Leão da Ilha não sente o gosto de levar três pontos em um jogo. Na última vitória, o time ainda estava disputando o Campeonato Catarinense, que acabou vencendo, mas com dois empates e levando a decisão final aos pênaltis.

    O resultado deixa o Avaí ainda na lanterna do campeonato. O time é o único que não conseguiu vencer e terá que melhorar muito durante a parada para a Copa América, que vai render uma folga de um mês para os times da Série A.

    Para o São Paulo, a situação não é muito melhor. O Tricolor está a quatro rodadas sem vencer na Série A. Mas como conseguiu três vitórias e quatro empates, ainda se mantém em sétimo lugar na tabela.

    Como foi o jogo

    Começou difícil de assistir. Sem efetividade, as duas equipes ficavam se estudando, trocando passes. Uma das primeiras chances aconteceu aos 11 minutos, quando o São Paulo conseguiu um escanteio, mas depois da cobrança, a bola acabou sendo cabeceada para fora.

    Para o torcedor do São Paulo, a dificuldade de ver a partida era um pouco menor. Mas apenas porque o time tinha mais posse de bola e acertava mais passes. Aos 19 minutos, o Tricolor tinha 109 passes certos, contra apenas 45 do Avaí. Apesar disso, a efetividade dos ataques era quase nula.

    Uma das melhores chances do Avaí foi aos 24 minutos. Num contra-ataque com um jogador a mais, parecia a chance ideal para o Leão mudar a realidade do jogo, mas o zagueiro Tricolor conseguiu impedir o sucesso avaiano.

    Aos 38 minutos do primeiro tempo, o são-paulino Éverton sentiu o músculo adutor da perna esquerda e precisou deixar o campo. Desolado, recebeu o apoio dos colegas, enquanto Marquinhos Calazans assumiu o posto no time.

    Com poucas chances, os jogadores dos dois times colocaram a culpa pelo primeiro tempo fraco na resistência dos respectivos adversários.

    — Acho que a gente controlou, mas eles criaram algumas chances. Temos que melhorar isso aí — afirmou o meia Tchê Tchê, do São Paulo.

    Já o avaiano Caio Paulista saiu de campo esperando para ouvir as orientações do técnico Geninho, aguardando alguma fórmula mágica para mudar a realidade.

    — Está um jogo bom, está difícil para todas as equipes. Mas vai ser assim, vai ser natural — disse.

    Na avaliação geral, o jogo até melhorou na segunda etapa, mas não o suficiente para que alguém abrisse o placar
    Na avaliação geral, o jogo até melhorou na segunda etapa, mas não o suficiente para que alguém abrisse o placar
    (Foto: )

    Segundo tempo

    No segundo tempo, uma pequena série de escanteios aos 12 minutos até preocupou a defesa do Avaí, mas não houve perigo real. Na sequência, Cuca tirou o atacante Vitor Bueno e deu espaço ao jovem Igor Gomes, para tentar aumentar a velocidade do time.

    Pouco depois, foi a vez do Avaí tentar alguma coisa com um escanteio, mas a defesa do São Paulo jogou para longe. Na sequência, o Avaí retomou a bola em um contra-ataque, mas acabou perdendo a chance de abrir o placar.

    Aos 20 minutos uma cabeçada de Bruno Alves, do São Paulo, quase acabou em gol. O goleiro Vladimir salvou o time e mandou a bola para fora, em bela defesa. No escanteio que seguiu, nada aconteceu.

    Aos 28 minutos, Geninho tentou mexer no ataque avaiano, para tentar reverter a situação. Brenner saiu de campo vaiado pela torcida, enquanto Daniel Amorim assumia o trabalho em campo.

    Querendo ver jogo, o árbitro Caio Max Augusto Vieira chegou a dar cinco minutos de acréscimos. Nem isso foi suficiente para evitar as vaias das torcidas dos dois times.

    Na avaliação geral, o segundo tempo foi mais movimentado que o primeiro, com as duas equipes criando algumas oportunidades. É verdade que o São Paulo ainda dominou um pouco mais as ações, mas os atacantes não deram sustos nos goleiros.

    O zagueiro Lourenço reconheceu a dificuldade do time neste sábado, mas acredita que não há muito o que se comentar a respeito.

    — A gente sabe que estamos devendo a vitória. Já deixamos escapar em outros jogos. Mas é uma equipe preparada — afirmou.

    O goleiro Tiago Volpi, do São Paulo, acredita que não há jogos fáceis na Série A e que, por isso, o Tricolor não conseguiu superar o Avaí. Ele espera que a parada da Copa América seja suficiente para que o time recupere os jogadores que estão lesionados e não têm atuado.

    — Vai ser importante [a parada] para ajustar, para dar uma carga boa de treinamento sem jogo, para recuperar os jogadores que estão lesionados.

    Próximos jogos

    Agora, o Avaí vai a São Paulo para encarar o líder Palmeiras. Já o São Paulo encara o Atlético-MG, também fora de casa, ambos no dia 13 de junho. Depois dessas partidas, o campeonato terá uma parada, para a realização da Copa América. A Série A voltará apenas em julho, com a expectativa de dias melhores para o Avaí.

    Ficha Técnica

    AVAÍ

    Vladimir, Lourenço, Betão, Kunde e Igor Fernandes; Ricardo (Luan Pereira), Pedro Castro e João Paulo; Getúlio, Caio Paulista (Feliciano Brizuela) e Brenner (Daniel Amorim). Técnico: Geninho.

    SÃO PAULO

    Tiago Volpi; Hudson, Bruno Alves, Anderson Martins e Reinaldo; Luan, Tchê Tchê; Vitor Bueno (Igor Gomes), Éverton (Marquinhos Calazans), Pato e Toró (Éverton Felipe). Técnico: Cuca.

    CARTÕES AMARELOS

    Avaí: Betão, Ricardo, Brenner, Luan Pereira e Igor

    São Paulo: Toró e Tchê Tchê

    ARBITRAGEM: Caio Max Augusto Vieira (RN), auxiliado por Alessandro Álvaro Rocha de Matos (BA) e Jean Márcio dos Santos (RN), com Pathrice Wallace Corrêa Maia (RJ) no VAR.

    LOCAL: Ressacada, em Florianópolis.

    PÚBLICO: 8.084

    RENDA: R$ 327.390,00

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