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Alerta

Com nove casos contraídos na cidade, Joinville registra surto de dengue

Município também tem 26 casos importados. Saúde já intensifica combate aos focos

22/06/2015 - 03h01 - Atualizada em: 24/07/2019 - 18h19

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Por Redação NSC
Agentes de saúde fizeram varredura nas proximidades de posto de saúde do bairro São Marcos
Agentes de saúde fizeram varredura nas proximidades de posto de saúde do bairro São Marcos
(Foto: )

Mesmo no inverno, os dias de sol alternados com os de chuva e combinados com a falta de cuidado são um prato cheio para o Aedes aegypti. Não é por acaso que o município contabiliza nove casos de dengue autóctones, contraídos dentro de seus limites, e mais 26 vindos de outras cidades e Estados, o que já caracteriza um surto e coloca Joinville no caminho de uma epidemia, como a cidade próxima Itajaí. O nono caso autóctone foi diagnosticado na sexta-feira.

Leia as últimas notícias sobre Joinville e região no AN.com.br

Também na sexta-feira, agentes da Vigilância Ambiental estiveram no São Marcos, um dos bairros da cidade que têm focos de mosquito transmissor da doença - são 226 focos em Joinville -, para verificar a situação nas proximidades do posto de saúde do bairro. Foi encontrado um criadouro do mosquito na unidade de saúde, por isso as buscas por outros pontos começou na rua Canelinha e se estendeu aos arredores, no raio de autonomia de voo do mosquito.

Aplicativo contra a dengue é desenvolvido em Joinville

Nos primeiros meses do ano, apenas nove bairros tinham locais de reprodução do mosquito transmissor da dengue. Hoje, são 21 bairros com focos. O recordista continua sendo o bairro Itaum, com 134, seguido do Floresta, que tem 46. O crescimento da dengue na cidade deixa a gerente de Vigilância em Saúde, Jeane Vieira, e toda sua equipe em estado de alerta.

- É preocupante porque nós temos muitos casos positivos e muitos focos. Antes não tínhamos casos autóctones - observa Jeane.

Para caracterizar uma epidemia, Joinville precisaria ter um número de infectados mais de 50 vezes maior que os atuais 35 contabilizados. Mas nem por isso é possível relaxar nos cuidados. Essa é a fase em que a disseminação do vírus tem controle ou pode fugir totalmente dele.

- Ainda não temos epidemia, porque a maioria dos contágios não tem foco por perto - acredita a gerente.

Apenas em um lugar da cidade o foco do mosquito está próximo das pessoas infectadas pela dengue. No bairro Profipo foi contabilizado o contágio autóctone mais recente em um homem de 31 anos. Ele é vizinho de outro homem infectado, de 41 anos e os dois são vizinhos de criadouros do mosquito.

A proximidade dos dois casos e dos focos mostra que um ciclo pode se consolidar: a pessoa infectada é picada por um mosquito que acaba contaminado e disseminando a doença num raio de até 300 metros.

Ações também voltadas aos caminhoneiros

Se o mosquito pegar carona, o raio de disseminação da doença cresce de 300 metros para quilômetros. Enquanto Joinville tem um surto, Itajaí lida com uma epidemia de dengue e as duas cidades estão separadas por pouco mais de 87 quilômetros.

O facilitador da Vigilância Ambiental Alcides Silva sabe que o mosquito é caroneiro e viaja pelo Estado na rota de alguns caminhões. Por isso, ele, que faz o planejamento das varreduras e mutirões contra a dengue em Joinville, está planejando também uma ação exclusiva para abordagem de caminhoneiros, seus empregadores e famílias.

- Todas as transportadoras de Joinville já têm armadilhas para o mosquito - diz Alcides.

O bairro Jarivatuba passará por uma varredura nas residências no dia 27 de junho, com a colaboração de alunos da Pontifícia Universidade Católica de Joinville. Eles percorrerão 68 quarteirões do bairro, recolhendo e limpando recipientes que sirvam de criadouro para o Aedes.

Dois mutirões já estão agendados: um no dia 4 de julho, no Cemitério do Fátima, e outro no dia 11, no Cemitério São Sebastião. Vasos, pratinhos e outros recipientes nos cemitérios podem virar criadouros do mosquito.

Confira dicas de como se prevenir e identificar os sintomas da dengue:

Cuidados

- Manter limpos e fechados recipientes que acumulem água

- Vestir calças, porque elas protegem a pele do mosquito que voa à altura de 1 metro

- Para crianças, usar também blusas de mangas compridas

- O Aedes Egypti tem hábitos diurnos, por isso vasculhe cantos da casa como cortinas e a parte de baixo de mesas para espantá-los

- Mantenha a casa arejada, com boa circulação de ar

- Use repelentes ou cremes com odores fortwes para afastar o mosquito

Sintomas da doença

- Dor atrás dos olhos

- Febre alta

Tratamento

- Não existe tratamento para o vírus, mas, sim, para os sintomas

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