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Como construir uma carteira de investimentos mais rentável?

Sócio-diretor da Manchester Investimentos, Henrique Baggenstoss comenta sobre ativos para compor o portfólio dos investidores em 2019

20/12/2018 - 11h29

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Estúdio
Por Estúdio NSC
Henrique Baggenstoss
Sócio-diretor da Manchester Investimentos, Henrique Baggenstoss comenta sobre ativos para compor o portfólio dos investidores em 2019
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Mais do que uma ação motivada pelo intuito de gerar riquezas, investir é uma necessidade para quem busca realizar sonhos, ter uma aposentadoria tranquila ou construir um patrimônio.

Porém, não é fácil acompanhar todas as variáveis envolvidas na construção de uma carteira de investimentos rentável. Afinal, são inúmeras as opções de recursos que podem compor um portfólio e as mudanças políticas e econômicas diárias que impactam o resultado de cada ativo.

Para esclarecer esse panorama, Henrique Baggenstoss, em entrevista, ajuda a guiar a construção de um bom portfólio de investimentos. Confira.

O que podemos esperar do cenário econômico e político de 2019?

O próximo ano deve ser de transformações, com movimentações políticas importantes, que dirão mais sobre a próxima década do que sobre a década anterior. As ruas seguirão ativas e as redes sociais participativas.

As eleições para as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado são um marco importante do começo do ano. Governos que vencem estas eleições têm mais facilidade de executar suas agendas, ao passo que governos derrotados têm dificuldades.

Em geral, acreditamos que o presidente da República conseguirá ter base parlamentar no próximo mandato, o que permitirá uma estabilização do governo no Congresso. O avanço em temas importantes, como as reformas da Previdência e tributária, serão centrais na agenda do país, especialmente no primeiro ano de mandato.

Qual é a expectativa em relação à inflação e à taxa de juros?

Em 2019, acreditamos ter um período de alta da Selic que pode chegar a patamares de 8% a 9% ao ano. A inflação deve seguir bem controlada, fechando entre 4% e 5%.

Gostamos também de acompanhar o PIB brasileiro e o Ibovespa. Entendemos que em um cenário básico, o PIB deve oscilar de 1,5% a 2,5%. Este indicador pode variar bastante caso a reforma da Previdência não seja aprovada já no primeiro ano do governo Bolsonaro.

O Ibovespa deve ter um ciclo positivo nos próximos anos, se beneficiando de uma agenda mais liberal e reformas importantes. No cenário básico, a equipe econômica da XP enxerga que o Ibovespa deve fechar o ano entre 105 mil e 120 mil pontos.

Quais devem ser as mudanças na carteira de investimentos em 2019 de quem não teve os retornos esperados em 2018?

Os brasileiros têm notado que os lucros dos investimentos vêm sendo reduzidos drasticamente nos últimos tempos. Isto pode ser explicado pela sequência de quedas na taxa de juros – Selic, que é a principal referência de remuneração para as aplicações financeiras no país. Os cortes na Selic começaram no final de 2016, quando a taxa básica de juros da economia brasileira era de 14,25% ao ano – a maior em 10 anos.

Desde então, o Comitê de Política Monetária (Copom) foi cortando os juros até chegar ao patamar de 6,5% que temos hoje. O cenário atual reduziu os ganhos das aplicações e aumentou a pressão sobre os investidores para que diversifiquem suas carteiras. O brasileiro, acostumado a ganhar facilmente 1% ao mês na Renda Fixa, levou um susto com os seus rendimentos e agora passa por uma fase de amadurecimento. A poupança e o tradicional CDB dos grandes bancos já não ultrapassam 0,5% ao mês. É preciso cuidar melhor do seu patrimônio e buscar novas alternativas de investimentos.

O brasileiro que visa melhores retornos para suas aplicações precisa buscar ajuda de um bom profissional. É fundamental estar bem assessorado por um especialista, que interpreta os objetivos do investidor, explica cada classe de ativos, busca equilibrar a relação entre risco e retorno e a correlação entre as aplicações. O assessor atua de forma ativa, monitorando o cenário político e econômico e orientando os clientes a mudar a estratégia quando necessário.

Como deveria ser uma boa composição de portfólio para 2019?

Isto vai depender muito do perfil e objetivos do investidor. O mercado brasileiro evoluiu e está mais sofisticado, com veículos que permitem acesso a ativos diversificados. Hoje, existem plataformas abertas, que democratizaram o alcance a aplicações antes inacessíveis. É importante ter um portfólio diversificado e adequado ao seu perfil.

Qual é a sugestão para quem faz investimentos seguros e quer ousar mais?

Volto ao ponto de buscar um especialista. Só por meio de uma análise completa do perfil de cada cliente é possível saber a solução mais indicada para cada caso. Porém, indicaria para quem quer ousar um pouco mais que comece a transição de forma planejada e com um percentual pequeno da carteira. Desta forma, é mais fácil aceitar as oscilações do mercado. Também acho interessante começar pelos seguintes ativos:

Fundos Multimercados - são a opção para o investidor que, visando melhores retornos, está disposto a aceitar um pouco de volatilidade na sua carteira, mas que não tem interesse, tempo ou conhecimento suficientes para investir por conta própria. Assim, o investidor delega a responsabilidade a um gestor profissional, que usará sua experiência e a engenharia financeira para ter o melhor retorno possível.

COE – Certificado de Operações Estruturadas – é um tipo de investimento que combina elementos de Renda Fixa e Renda Variável, com retornos atrelados a ativos e índices, como câmbio, inflação, ações e ativos internacionais. É interessante buscar COE com capital protegido, onde não existe o risco de ter prejuízo. Nesta modalidade, o investidor pode encontrar um rendimento mais elevado sem chance de perder dinheiro.

Quais são os ativos indicados para quem quer ter uma carteira diversificada em 2019?

Com a volatilidade e as incertezas também vêm as oportunidades. O ano de 2019 e o fato de termos um novo presidente trazem naturalmente muita hesitação ao mercado. As ações e os fundos de Renda Variável podem gerar boas janelas de oportunidade para o investidor de longo prazo e que aceita certos riscos.

Os Fundos Multimercados também são indicados e podem ter uma ampla gama de estratégias, sendo que os gestores possuem ferramentas de alocação e controle de risco que tornam essas carteiras ágeis e oportunistas. Para escolher um bom Fundo Multimercado, é importante buscar informações sobre o gestor, observar o retorno histórico do fundo, como ele se comportou em momentos de estresse de mercado, se aproveitou fases de euforia e soube proteger a carteira, traduzindo a conjuntura econômica em bons resultados.

Os títulos de Renda Fixa isentos de Imposto de Renda permitem que investidores tenham um retorno líquido maior do que nos títulos tributados. Como exemplo temos as CRIs, CRAs e debêntures incentivadas. Estes ativos são interessantes para compor um percentual da carteira dos clientes.

Há uma perspectiva de subida de juros nos Estados Unidos. Se isso se concretizar, como pode impactar os investimentos?

Vimos ao longo de 2018 o aumento de juros norte-americanos e é dado como certo que essa tendência se perpetue. O que traria maior impacto seria um aumento adicional, o que poderia levar a moeda a patamares mais altos do que o atual.

Com relação ao cenário internacional, a desaceleração do crescimento mundial, bem como do comércio global e o aperto gradual das condições financeiras poderão implicar o fortalecimento adicional da moeda americana. A desaceleração na China, ainda que gradual, é agravante. Este quadro é particularmente preocupante para países emergentes.

Debêntures de infraestrutura, certificados de recebíveis imobiliários e do agronegócio (CRIs e CRAs) são tendência para 2019?

Eu diria que são uma tendência não apenas para 2019, mas para os próximos anos. Buscar ativos com isenção de Imposto de Renda para compor o portfólio será fundamental num ambiente de juros baixos. Isso pode refletir em um rendimento anual até 1% a 2% maior, o que no longo prazo faz muita diferença.

É importante notar que nestes ativos existe o risco da empresa que o está emitindo, então é fundamental analisar bem o emissor e seu rating, para não correr riscos desnecessários.

Exemplo de portfólio de investimento para três diferentes perfis de investidor
Exemplo de portfólio de investimento para três diferentes perfis de investidor
(Foto: )

Conteúdo patrocinado pela Manchester Investimentos e produzido pelo Estúdio NSC Branded Content

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