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Encare a Crise

Como investir em startups que podem render milhões no futuro

Sites de investimentos coletivos aproximam pequenos e grandes investidores de startups, em negócios arriscados, mas com potencial

13/06/2016 - 00h01 - Atualizada em: 13/06/2016 - 04h32

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Por Redação NSC
Fundadores da startup Aulalivre.net arrecadaram R$ 251 mil em um dos sites, com contribuições de 26 pessoas
Fundadores da startup Aulalivre.net arrecadaram R$ 251 mil em um dos sites, com contribuições de 26 pessoas
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Os fundadores da startup Aulalivre.net, maturada na incubadora da ESPM em Porto Alegre, debatiam opções para levantar capital e fazer a empresa alçar voo. Era preciso investir em softwares de inteligência de mercado para turbinar a captação de alunos para as videoaulas pagas.

A empresa havia atraído um investidor disposto a aplicar o valor necessário, mas a preferência era por angariar mais sócios para diluir o risco caso o negócio não desse certo. A ideia veio do próprio investidor: o restante do capital poderia ser levantado por investimento coletivo.

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Os diretores procuraram um site que aproxima startups de pequenos e grandes investidores e abriram uma campanha para arrecadar fundos. Levantaram R$ 251 mil, com contribuições de 26 pessoas. Cada uma pagou de R$ 5 mil a R$ 35 mil e ganhou o direito de receber ações do novo negócio em um futuro próximo. Hoje, passados oito meses, a startup incrementa o faturamento e já soma 650 mil cadastros.

— Nossa primeira opção era ir pelo tradicional, ou seja, buscar grandes investidores ou empresas de capital de risco (venture capital) — explica Eduardo Lima, CEO da Aulalivre. — Mas, com o financiamento coletivo, além de conseguirmos o valor desejado, abriríamos uma nova rede de relacionamento e traríamos mais gente comprometida a fazer o negócio dar certo.

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Encontrar investidores costuma ser tarefa ingrata para muitos empreendedores brasileiros — ainda mais em época de crise. Há poucas linhas de financiamento, os grandes empresários evitam se expor ao risco e os juros de empréstimos são punitivos.

Prazo para retorno é superior a quatro anos

Para o ânimo dos novos empresários, nos últimos dois anos começaram a brotar no país sites que aproximam startups de pessoas comuns dispostas a apostar em um novo negócio, em busca de uma miríade como o aplicativo Uber ou o site Airbnb, hoje avaliados em bilhões, mas que um dia foram pequenas startups. É o chamado equity crowdfunding, criado na Inglaterra e maturado nos Estados Unidos.

— É um modelo que simplifica o contato de quem tem boas ideias com quem está disposto a investir em projetos inovadores — avalia Leandro Pompermaier, gerente da incubadora Raiar, da PUCRS.

— Além da possibilidade de multiplicar o valor aplicado, o crowdfunding possibilita que pequenos investidores participem de projetos inovadores, que proponham melhorias à sociedade — afirma.

Alguns sites de equity crowdfunding

EqSeed

Broota

StartMeUp

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