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Saúde pública

Como será a megaoperação da Saúde em Joinville para combater a dengue

Força-tarefa para combater o Aedes aegypti fará vistoria de 180 mil residências até junho e prepara simulado para prevenir uma possível epidemia

08/01/2016 - 06h01 - Atualizada em: 08/01/2016 - 06h42

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Por Redação NSC
Agentes coletam larva do mosquito de uma das armadilhas monitoradas em Joinville
Agentes coletam larva do mosquito de uma das armadilhas monitoradas em Joinville
(Foto: )

O combate ao Aedes aegypti - mosquito transmissor da dengue - não é inédito em Joinville. Os municípios de Santa Catarina monitoram o mosquito com armadilhas há mais de 15 anos, quando a doença ainda era pouco conhecida. Com o crescimento da população, o acúmulo de lixo e a globalização, a contaminação se proliferou e novas doenças começaram a ser transmitidas pelo mesmo mosquito.

Os vírus zika e chikungunya que, estão sendo tratados como epidemia em outras regiões do País e já apareceram isoladamente no Estado, são uma preocupação para o setor da saúde. Pensando nisso, Joinville se prepara não só para combater o transmissor, mas para atender às pessoas que podem vir a adoecer.

Confira notícias de Joinville e região.

O primeiro foco de dengue de 2016 já foi identificado na zona Sul, mesma região onde há uma infestação do inseto, com 188 focos confirmados. Mais 66 foram detectados em outras regiões da cidade (confira tabela).

Profissionais dos setores da saúde, Defesa Civil, bombeiros e militares do Exército estão sendo mobilizados para formar uma grande equipe de combate ao Aedes aegypti. Toda semana, eles se reunirão na sala de situação instalada na Vigilância Ambiental, no bairro Boa Vista. Lá, serão montadas as estratégias que serão postas em prática na rua.

A primeira mobilização será focada para as 2,2 mil residências dos bairros Itaum e Floresta, onde há maior concentração do inseto. Todas as casas devem ser visitadas até 12 de fevereiro e revisitadas até 11 de março. De acordo com a gerente da Unidade de Vigilância em Saúde, Jeane Vieira, o objetivo é vistoriar as mais de 180 mil residências de Joinville até junho. O trabalho inclui empresas, cemitérios, ferros-velhos, centros de reciclagem e até delegacias que acumulam carros apreendidos.

- Não podemos voltar os olhos só para a zona Sul. A zona industrial, por exemplo, já está com um número alto. Se somar os bairros Nova Brasília, São Marcos e Anita Garibaldi, também temos uma concentração nessa região. Em torno da BR-101, por exemplo, existem as transportadoras e, com as infestações de outros Estados, os mosquitos vêm com os caminhões e se instalam no nosso município - alertou.

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