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    Competitividade do país não vai melhorar no curto ou no médio prazo, diz economista

    Na opinião de André Nassif, da FGV, tarefas que precisam ser feitas, como as concessões, demoram para ser implementadas e para gerar resultados 

    19/09/2016 - 17h39 - Atualizada em: 20/09/2016 - 03h23

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    Por Redação NSC

    Embora Santa Catarina tenha uma boa colocação em nível nacional no ranking de competitividade - ocupa a 3ª posição, conforme relatório divulgado nesta segunda-feira -, isso não é necessariamente motivo para comemorar, já que se trata de uma comparação feita dentro do Brasil, país que tem baixo desempenho em âmbito global.

    Em 2016, o país perdeu espaço no ranking mundial mais uma vez, e caiu da 56ª para a 57ª posição em uma lista com 61 países, de acordo com o Relatório Global de Competitividade, divulgado em maio pelo Instituto Internacional de Desenvolvimento de Gestão em parceria com a Fundação Dom Cabral. Atrás do Brasil ficam somente Croácia, Ucrânia, Mongólia e Venezuela.

    E a situação não deve melhorar no curto ou no médio prazo. Para o economista do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e professor da Fundação Getúlio Vargas, André Nassif, o país precisa atacar elementos que demoram a ser implementados e a gerar resultados.

    —Qualidade da mão de obra disponível, desenvolvimento da infraestrutura física, desenvolvimento cientifico local e clusters são quatro fatores fundamentais para a competitividade. Eu diria que em praticamente em todos esses quesitos o país está aquém. Em educação, por exemplo, somos medíocres - afirma o economista.

    A infraestrutura, um dos grandes gargalos reclamados pelos empresários do país dentro do pacote do custo Brasil, é apontada por Nassif como um problema que o Estado brasileiro não tem condições de resolver.

    —Tem que tentar um outro mecanismo, via privatização e concessão. Agora o governo está sinalizando que as concessões serão a principal linha no âmbito produtivo. Mas isso demora, tanto que as concessões só começam ano que vem, ainda tem que desenhar os projetos, viabilizar os projetos financeiramente, etc. No curto e no médio prazo a coisa dificilmente vai mudar. E quando falo em médio prazo, me refiro a um período de cinco a sete anos.

    Para Nassif, a melhoria da competitividade passa também por um gasto mais eficiente - e não necessariamente maior - na educação, pela melhoria na eficiência e na sinergia de aglomerados industriais (clusters) e investimento em pesquisa.

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