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    Centenário

    Conheça a história do 62º Batalhão de Infantaria de Joinville

    Em março de 1918, ele foi instalado em Joinville, ainda com o nome de  13º Batalhão de Caçadores

    01/10/2018 - 05h00

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    Por Redação NSC
    Foto no então 13º Batalhão de Caçadores, atual 62º BI, feita em Joinville em 1944
    Foto no então 13º Batalhão de Caçadores, atual 62º BI, feita em Joinville em 1944
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    O 62º Batalhão de Infantaria (62º BI) começou no Rio de Janeiro há 225 anos, quando foi criado pelo Regimento de Moura, uma corporação que veio da corte portuguesa para o Brasil com o objetivo de combater a invasão espanhola no território nacional e se nacionalizou.

    De lá para cá, a corporação passou por outras cidades e Estados até se estabelecer em Joinville há 100 anos, em março de 1918, com o objetivo de trazer "brasilidade" à região, num momento em que despontavam as colônias alemãs e italianas no Sul.

    A primeira casa joinvilense do batalhão foi na Liga da Sociedade, onde permaneceu durante três anos, à época como 13º Batalhão de Caçadores. Em seguida, ocupou o espaço do quartel que hoje é ocupado por 850 militares na região central.

    Para o exército, tanto a data de 10 de março quanto a de 23 de outubro são muito significativas para a cidade. A primeira delas, porque remonta ao encontro da sociedade militar recém-chegada a uma Joinville ainda em formação, com apenas 67 anos de história. Já a segunda por relembrar o momento exato de formação de um dos mais antigos e ainda vigentes Batalhões de Infantaria do País.

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    — Esse prédio aqui (na Ministro Calógeras), talvez tenha sido por muitos anos o maior empreendimento público de Joinville e um grande movimentador da economia durante uma parcela de tempo considerável, até a cidade vir a ter seu parque industrial. Houve uma injeção de recursos, diretos ou indiretos, vindos através das compras da manutenção, do consumo das famílias dos militares que estão atrelados ao quartel e da estrutura de saúde que envolve aqueles que têm algum tipo de passagem pela Força. Recursos que hoje, de uma maneira geral, somam em torno de R$ 145 milhões por ano — enfatiza Calderaro.

    Ainda conforme o tenente-coronel, investimento e a máxima de que inicialmente o batalhão não era só uma questão de nacionalização de área em um momento de transformações, mas também de existir num cunho econômico e social, de segurança, contribuiu para consolidar o batalhão na cidade catarinense. A identidade que o povo joinvilense teve com o batalhão e também o fato de ser uma sociedade voluntariosa, contribuíram.

    — Joinville é ordeira, progressista, cheia de exemplos de empreendedores que foram capazes de criar empresas de peso mundial. Além disso, o Brasil ficou mais estável, a sociedade se solidificou, e a cidade deixou passou a ser o terceiro centro industrial do Sul, então isso cresce de importância. Temos também na Região áreas estratégicas de defesa, na qual o exército tem de se fazer presente, o que consolidou a cidade como nossa sede — elenca.

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