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    LinkedIn da agricultura

    Conheça a startup de SC que dá consultoria virtual para agricultores

    Além da conexão entre técnicos e agricultores, a startup criou uma rede social, que alguns chamam de “LinkedIn da agricultura”

    02/04/2019 - 15h03 - Atualizada em: 02/04/2019 - 15h20

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    Beatriz
    Por Beatriz Cerino
    (Foto: )

    Foi num projeto de pesquisas que três mulheres catarinenses perceberam uma importante necessidade da agricultura nacional: informação. Então a engenheira agrônoma Caroline Luiz Pimenta e as sócias biólogas Juliana Mattana e Juliane Blainski criaram uma rede social para trocas de experiências entre técnicos e agricultores.

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    — Fizemos saídas de campo, contatamos agricultores do Brasil todo e validamos o problema de falta de informação e assistência técnica no campo. Acabamos criamos um grupo do WhatsApp com agricultores e técnicos, que foi crescendo, rico de trocas de experiências e conhecimento. Foi neste momento que surgiu a ManejeBem — relembra Caroline.

    Hoje, a rede social possui mais de 150 mil visitantes, e todo o conteúdo está organizado e compartilhado em uma plataforma online. Além do acesso gratuito da rede, que alguns chamam de “LinkedIn da agricultura”, as três especialistas oferecem consultoria técnica virtual.

    —Nós três em torno de 180 atendimentos por dia, resolvendo os problemas dos agricultores, fazendo diagnósticos, tudo remotamente. Um dos nossos cases mais emblemáticos é do Claudionei Lock, um agricultor que passou por perdas consecutivas na lavoura de tomate, estava desestimulado e, com o nosso apoio e consultoria, deixou a produção de tomate convencional – que usava agrotóxicos – e começou a fazer produção 100% orgânica. Nós fazemos esse acompanhamento com ele há um ano e ajudamos em tudo, desde a criação da logo da empresa, o nome, o e-mail, auxiliamos a transformar, mesmo, essa produção em um negócio — conta a engenheira.

    Somando à mídia social, as empresárias catarinenses estão desenvolvendo um aplicativo que permite a conexão entre técnicos e agricultores, e que passa a possibilitar o atendimento técnico online e off-line (presencial), compatível com a realidade do pequeno agricultor.

    — O intuito do app é reduzir os custos da assistência técnica, eliminar a complexidade de contatar profissionais, ampliar o trabalho do técnico e criar conexões que antes não existiam no campo. A tecnologia, que está em desenvolvimento, tem também a intenção de coletar informações advindas do campo e beneficiar os agricultores nessa importante missão de alimentar o mundo — completa Caroline.

    Destaque internacional

    Com a promessa desses avanços, a startup foi escolhida como a vencedora da aceleradora de soluções socioambientais da Cervejaria Ambev no Demo Day realizado no último dia 27 pela companhia. Como prêmio, além de R$ 25 mil para acelerar o projeto, o grupo das empreendedoras terá a oportunidade de apresentar o Maneje Bem no “SDGs in Brazil”, evento do Pacto Global da ONU, que acontece na sede da organização, em Nova York.

    Juliane Blainski é sócia da ManejeBem
    Juliane Blainski recebendo o prêmio Demo Day
    (Foto: )

    — Nós não esperávamos por isso pois era um grupo de 11 startups, todas com soluções fantásticas. Desde o processo de aceleração essa turma mostrou determinação e muita vontade de fazer algo diferente. Nós encaramos todas as provocações e desafios e nos dedicamos ao máximo para concluir esse processo com êxito. O resultado do DemoDay mostrou que nosso sonho, de impactar positivamente a vida dos agricultores familiares, não está tão longe de ser realizado e sem sombra de dúvidas, será uma honra poder representar as demais startups em Nova York! — comemora a sócia.

    A viagem será em julho, quando vão se reunir com especialistas mundiais para discutir como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU podem ser implementados no Brasil.

    — Um mundo melhor certamente dependerá de soluções que contribuem para o desenvolvimento de uma agricultura mais sustentável, com alternativas e informações para a redução da aplicação de agrotóxicos, redução de custos de produção, aumento de renda, incentivo a resiliência e redução do êxodo rural — finaliza Caroline.

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