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Joinville que Queremos

Conheça o projeto da Prefeitura para revitalizar o Centro de Joinville

Prefeitura reuniu uma série de ações que pretendem transformar a área central de Joinville. Ideia é iniciar licitações no próximo ano

21/03/2019 - 10h13 - Atualizada em: 25/03/2019 - 10h37

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Luan
Por Luan Martendal
Projeção de como será a revitalização na Rua das Palmeiras
Projeção de como será a revitalização na Rua das Palmeiras
(Foto: )

A revitalização do Centro de Joinville começa a passar do campo das ideias para o das realizações. Por meio de um projeto capitaneado pela Secretaria de Planejamento Urbano e Desenvolvimento Sustentável (Sepud) cresce a possibilidade de transformar a região central da cidade em um espaço mais humano e funcional. O projeto arquitetônico “Caminhos de Joinville”, que reúne ações propositivas para a região central, foi detalhado ao Prefeito Udo Döhler e aprovado nesta quarta-feira (20).

Saiba quais são as 11 principais propostas de revitalização do Centro de Joinville

Essa proposta tem como objetivo fortalecer a história de Joinville por meio de intervenções centradas no núcleo formador da cidade e assim requalificar a ocupação da área. A intenção é dar uma nova roupagem ao Centro de Joinville e evidenciar seu legado cultural por meio da arte da dança, além de sua herança histórica - presente em seus imóveis tombados, dentre eles a Rua das Palmeiras; o Museu do Imigrante e o Palacete Schlemm; e locais símbolos da cidade, como a Catedral; o Monumento à Barca e o Mercado Municipal.

O escopo do projeto começou a ser construído em outubro de 2017 por meio de um Hackathon de ‘desenhos urbanos colaborativos’, que contou com a participação de cerca de 80 pessoas de diferentes tribos. Este foi o ‘start’ para o compartilhamento de ideias de intervenções factíveis a serem aplicadas a curto e médio prazo. A consolidação da proposta ocorre depois de vencidas as etapas de políticas públicas como a nova Lei de Ordenamento Territorial (LOT), a Outorga Onerosa e a Transferência do Direito de Construir, consideradas essenciais para o futuro que se desenha na região.

Em um plano que visa explorar os potenciais da economia criativa, valorizar a história da cidade e promover a participação social na construção de um espaço mais humano, o desejo da administração municipal é conseguir dar início na execução das intervenções já nos próximos dois anos.

— O bom urbanismo traz de volta a vida para ambientes degradados, que é o que infelizmente acontece com o Centro hoje. O que a gente propõe é fazer uma série de ações coordenadas nesse tempo para montar um plano de ocupação do centro até que esse projeto de requalificação urbana venha a acontecer — declara Danilo Conti, secretário de Desenvolvimento Urbano de Joinville.

Nosso sonho é que o Centro seja um distrito cultural.

A idealização é de que no futuro, com a consolidação da transformação do Centro, as principais vias da região se entrelacem e formem uma espécie de shopping a céu aberto tendo como valor competitivo os legados do município.

— A cultura e a história são nossos grandes ativos e vão guiar essa proposta de revitalização e, hoje Joinville já está se posicionando como um pólo cultural relevante. Somos a Cidade da Dança e temos o maior Festival de Dança do Mundo, a Escola do Teatro Bolshoi, o Instituto Internacional Juarez Machado e o Harmonia Lyra, que é uma âncora da cultura da cidade. Então nosso sonho é que o Centro seja um distrito cultural e será certamente — projeta Conti.

Propostas para um centro mais humano

Aumentar os percursos compartilhados está no radar da prefeitura para os próximos anos no Centro de Joinville
Aumentar os percursos compartilhados está no radar da prefeitura para os próximos anos no Centro de Joinville
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A arquiteta Rafaela Rodrigues, do Sepud, ressalta que devido a amplitude de longo prazo de transformação do Centro, as primeiras propostas a serem implantadas concentram o núcleo de interesse cultural. Com isso, a Rua do Príncipe foi priorizada por causa de seu alto fluxo de pessoas e o comércio local e por ter conexão direta com o cartão postal da cidade: a Rua das Palmeiras. Os dois locais fazem parte da primeira área de intervenções, que deve englobar ainda as ruas Jerônimo Coelho; São Joaquim e Engenheiro Niemeyer; e Travessa Bachmann.

— Nas primeira quinzena de Abril vamos testar a Rua das Palmeiras como um ambiente gastronômico e cultural. Se der certo, as ações devem passar a ocorrer com mais frequência e marcar o início dessa revitalização — aponta a arquiteta.

Segundo Rafaela, apesar de neste primeiro momento as ações se concentrarem em um perímetro pequeno em termos de espaço, com o passar do tempo a ideia é expandir as intervenções para os diferentes caminhos tomados pelos primeiros colonizadores de Joinville e que hoje levam aos bairros e a área rural da cidade - criando uma identidade visual padronizada.

Dentre as iniciativas planejadas está o nivelamento da pista de rolamento com a calçada, formando vias compartilhadas nas quais o pedestre é valorizado. “Desde que o automóvel se tornou o modal de transporte principal, todas as alterações de requalificação do Centro foram pensadas no carro e esse é o primeiro projeto que está pensando nas pessoas. A ideia é que que o cidadão tenha uma experiência diferenciada quando for para o centro”, aponta a administração municipal.

— Nosso papel é criar um urbanismo convidativo para que o joinvilense viva a cidade e se sinta parte dessa transformação. Me arrisco a dizer que quando atingirmos nosso objetivo, o Centro nunca na história foi tão bom quanto será a partir da revitalização — defende Danilo Conti.

FICHA

PROPOSTA DE REVITALIZAÇÃO DO CENTRO

AUTORIA: SEPUD

NOMEAÇÃO: Caminhos de Joinville

ÁREA CENTRAL: 512.900 metros quadrados

PERÍMETRO: Constituído por áreas ou imóveis de interesse do patrimônio cultural da cidade (de interesse histórico e icônicos), inclusive as áreas do seu entorno paisagístico, como a Rua do Príncipe, a Rua das Palmeiras e o Moinho Joinville.

NÚCLEO INICIAL: Ruas das Palmeiras; Príncipe; XV de Novembro; 9 de Março; Princesa Izabel; Abdon Batista. Travessas Sergipe e Mato Grosso. NÚCLEOS RURAIS: Ruas Dr. João Colin; XV de Novembro; Visconde de Taunay; Dona Francisca. Avenidas Beira-rio e Getúlio Vargas.

1ª ÁREA DE INTERVENÇÃO: O ponto de partida, em micro escala, compõe a Rua das Palmeiras; Rua do Príncipe; Rua Jerônimo Coelho; Travessa Bachmann; Rua São Joaquim e Rua Engenheiro Niemeyer, com o nivelamento da pista de rolamento à calçada. O percurso contempla marcos importantes como a Praça Nereu Ramos, a Biblioteca Municipal e o Museu do Imigrante.

STATUS: Em 2019 segue em fase de planejamento e primeiros testes; em 2020 devem ser abertos editais de licitação para as mudanças; em 2021 são previstas as primeiras intervenções efetivas.

PROPOSTAS: Conheça as ideias do projeto

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