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Corda utilizada no Círio de Nazaré é produzida em SC

Uma das maiores manifestações católicas do mundo, reuniu uma multidão de fiéis na procissão deste domingo, em Belém

13/10/2019 - 15h01 - Atualizada em: 13/10/2019 - 15h07

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Por Folhapress
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O Círio de Nazaré, considerado uma das maiores manifestações católicas do mundo, reuniu uma multidão de fiéis na procissão deste domingo (13), em Belém, no Pará. Foi a 227ª edição da romaria em devoção à Nossa Senhora de Nazaré, na capital do estado paraense. A estimativa da organização é que 2 milhões de pessoas participariam do evento.

Desde 2012 a empresa catarinense Itacorda, de Itajaí, é responsável pela produção da corda símbolo da procissão. Os custos para a aquisição da corda do Círio 2019 foram pagos por meio de uma doação.

A corda que representa a fé dos devotos de Nossa Senhora de Nazaré é de sisal, tem 800 metros de comprimento com 50 milímetros de diâmetro. A corda chega em Belém, dividida em duas partes. São 400 metros para a Trasladação e 400 para a grande procissão de domingo. Cada parte já vem adaptada às estações de metal que auxiliam no traslado das berlindas durante as romarias. A empresa Expresso Vida Transporte foi a responsável pelo transporte até Belém.

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Manifestações

A procissão começou às 7h deste domingo, em frente à Catedral da Sé, no bairro da Cidade Velha, e percorreu quase 4km até a Basílica Santuário, em evento que durou cerca de 5 horas.

Antes do início da caminhada, uma missa campal deu início à romaria, às 5h30, presidida por Dom Giovanni D'Aniello, núncio apostólico do Brasil.

Apesar de ser uma tradição paraense, o Círio se espalhou pelo Brasil e em outros países. As comemorações acontecem também em Fortaleza, Rio de Janeiro, São Paulo, Acre, Macapá, Rondônia e Guiana Francesa.

As comemorações deste ano começaram na manhã da última sexta (11). Primeiro, uma missa foi realizada na Basílica Santuário, às 7h.

Depois, a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré começou trajetória para percorrer 50km entre Ananindeua e Marituba, na região metropolitana de Belém.

A procissão saiu da Basílica Santuário e foi até a Igreja de Nossa Senhora das Graças, com 10 horas de duração.

No caminho, a imagem recebeu homenagens em 45 pontos da região. A estimativa da organização é que mais de 1 milhão de pessoas estiveram envolvidas no trajeto.

Já no sábado (12), as celebrações retornaram por volta das 5h30, com a chamada Romaria Rodoviária. De acordo com a direção do evento, 250 mil pessoas participaram da procissão.

O percurso teve 24km de distância e durou cerca de 3 horas, indo de Ananindeua até o Trapiche de Icoaraci.

Depois, a imagem peregrina da Santa passou por uma cerimônia, celebrada antes de um Círio Fluvial, nas águas da baía do Guajará, em Belém.

A romaria aquática iniciou às 9h, saindo do Trapiche do Distrito de Icoaraci e com destino à Escadinha da Estação das Docas.

Segundo a diretoria da festa, aproximadamente 50 mil pessoas e cerca de 300 embarcações participaram do Círio Fluvial.

A terceira etapa do Círio de Nazaré de sábado foi uma Moto Romaria. Aproximadamente 45 mil participantes homenagearam a imagem peregrina, em percurso de quase 3km até o Colégio Gentil, partindo da Escadinha do Cais do Porto.

À noite, mais de 1 milhão de fiéis participaram da Trasladação, a quarta etapa do evento de sábado. Os devotos percorreram quase 4km do Colégio Gentil até a Catedral da Sé, em cinco horas de procissão.

Em seguida, uma missa e a vigília foram realizadas como preparação para o Círio deste domingo.

O tema do evento de 2019 foi "Maria, Mãe da Igreja". Em 2014, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) concedeu ao Círio de Nazaré o certificado de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Histórico

A corda passou a fazer parte do Círio em 1885, quando uma enchente da Baía do Guajará alagou a orla desde próximo ao Ver-o-Peso até as Mercês, no momento da procissão, fazendo com que a berlinda ficasse atolada e os cavalos não conseguissem puxá-la. Os animais então foram desatrelados e um comerciante local emprestou uma corda para que os fiéis puxassem a berlinda. Desde então, foi incorporada às festividades e passou a ser o elo entre Nossa Senhora de Nazaré e os fiéis.

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