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    Tristeza

    Corpo de Rafael Henzel é enterrado em Chapecó

    Jornalista, que sobreviveu à tragédia da Chapecoense em 2016, morreu na noite de terça-feira (26) vítima de um infarto enquanto jogava futebol com amigos

    27/03/2019 - 17h07 - Atualizada em: 27/03/2019 - 17h09

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    Darci
    Por Darci Debona
    Enterro do jornalista Rafael Henzel em Chapecó (SC)
    Enterro do corpo do jornalista Rafael Henzel ocorreu nesta quarta-feira (27) em Chapecó
    (Foto: )

    Foi em caminhão do Corpo de Bombeiros, utilizado muitas vezes para comemorar as conquistas da Chapecoense, que o caixão com o corpo de Rafael Henzel deixou o Centro de Eventos de Chapecó, rumo ao Cemitério Jardim do Éden. Lá já estavam esperando as torcedoras Diane Bordigon e Cissa Daniel com um cartaz: "Descanse em paz Rafael, há um time inteiro esperando por você. Nós ficaremos aqui com a saudade de todos vocês."

    Sobrevivente da tragédia com a aeronave que levava a delegação do Verdão do Oeste para a Colômbia, em novembro de 2016, o jornalista morreu na noite de terça-feira (26) vítima de um infarto durante jogo de futebol com amigos.

    Diane disse que ela e sua amiga sempre iam nos jogos e ouviam a narração de Rafael, pois ele colocava emoção no rádio.

    — Ele vai fazer uma grande falta para Chapecó. Ele transmita com emoção, mesmo quando a gente estava desanimado ele conseguia animar de novo — conta.

    O ex-diretor de futebol da Chapecoense, Grêmio e Athletico, Rui Costa, esteve presente no enterro. Entre as dezenas de coroas de flores, estavam as de Chapecoense e Criciúma, adversários na noite desta quarta-feira, mas solidários na dor.

    Durante a celebração do enterro, cantos religiosos, uma homenagem da Polícia Militar (PM) e a lembrança de torcedores.

    — Rafael sempre Chape — disse um torcedor.

    A viúva Jussara Ersigo tentava apoiar a cabeça no ombro adolescente do filho, Otávio, 14 anos. Ele segurava a mão da mãe com uma das mãos e com a outra a abraçava.

    Durante as homenagens a Henzel, ambos levaram uma das mãos até a boca. Jussara também apertou a mão do filho contra si. Depois apertou o próprio braço e os ergueu até o rosto. A dor parecia insuportável. Até que no final ela se ajoelhou, em frente ao túmulo do marido.

    — Ele vai se juntar aos outros 71, vai ser o 72 — disse um familiar, lembrando as vítimas do acidente aéreo da Chape em novembro de 2016. Henzel foi um dos seis sobreviventes.

    Agora sua imagem sobrevive nas narrações dos gols e na lembrança de muitos amigos, familiares e torcedores.

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