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Gincana escolar

Corrida de rolimã reúne alunos, pais e professores na região continental de Florianópolis

Competição movimentou a Rua Pedro Cunha, no bairro Estreito

16/05/2019 - 12h25 - Atualizada em: 16/05/2019 - 15h32

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Por Dayane Bazzo
(Foto: )

Uma brincadeira que fez parte da infância de muitos adultos movimentou a Rua Pedro Cunha, no bairro Estreito, na região continental de Florianópolis, na manhã desta quinta-feia (16). A corrida de rolimã reuniu cerca de 700 alunos do colégio Salvatoriano Nossa Senhora de Fátima, além dos pais e professores. A competição faz parte das comemorações de 61 anos da escola e abre a gincana escolar.

A corrida contou com representantes de cada uma das 22 turmas do 6° ano do ensino fundamental ao 3° ano do ensino médio. Além dos estudantes, os professores e até os pais desceram a rua no carrinho. O clima era de competição, mas alguns alunos fizeram questão de personalizar o carrinho com muito colorido e brilho, e teve gente que foi fantasiado, pois o importante também era se divertir e matar a saudade das brincadeiras de antigamente.

Foi o caso de Marcos De La Veiga, 42 anos, pai de Théo Spessato, de 13, que está no 8° ano. O empresário conta que é bacana ver o filho tendo as mesmas experiências que ele teve quando era jovem.

— É uma das brincadeiras que tínhamos na infância, nos anos 80, uma brincadeira bacana. A gente até tentou andar nos dias de hoje, mas o pessoal reclama do barulho, sem falar na segurança, pois antes tinha menos movimento de veículo, tínhamos mais espaço, e hoje é muito restrito — diz.

Théo conta que nunca tinha andado de carrinho de rolimã, mas amou a experiência de montar seu próprio veículo e o melhor, na companhia do pai.

— Nós fizemos o carrinho no ano passado, aprendi muito, a colocar parafuso, a pintar, nós fizemos um banquinho também, pegamos a madeira, lixamos, foi muito legal. Eu gostei muito de participar, pena que não ganhei, no meio da corrida a roda soltou e eu fiquei no meio da pista — conta.

Marcos e o filho Théo
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José Otávio da Silva Correa, de 17 anos, teve mais sorte que Théo. Aluno do 2° ano do ensino médio, ele foi o campeão na sua categoria. Além de levar o melhor na competição, ele pode relembrar os tempos em que andava de rolimã na rua, em Criciúma, onde morava com a família no bairro Pinheirinhos.

— Fazia tempo que o colégio não desenvolvia uma atividade na rua, uma brincadeira mais antiga como essa, que não é violenta como um jogo de videogame, e o melhor é que na escola são seus amigos e é legal ver todos estarem felizes por ti. Fiz o carrinho na oficina do pai de um amigo, que é marceneiro e me ajudou nessa tarefa.

E quem pensa que na corrida só teve meninos, se engana. Gabrielli da Silva Rodrigues, de 11 anos, foi uma das competidoras mais velozes da sua categoria.

— Na primeira vez que andei eu caí, mas fui de novo e me senti mais confiante porque eu estava na frente, fui a mais rápida, foi muito legal, principalmente porque foi a primeira vez que corri. Também foi legal porque a minha turma me ajudaram a fazer o carrinho — diz.

Gabrielli foi a escolhida para competir pelo 6° ano
(Foto: )

Competição resgata brincadeiras antigas

A corrida de rolimã resgata uma das brincadeiras mais populares e divertidas de antigamente. Ana Maria de Moraes Máximo, coordenadora de eventos da escola, explica que a competição nasceu no ano passado, durante as comemorações dos 60 anos do colégio.

— Pensamos em resgatar as brincadeiras antigas, aquelas em que os primeiros alunos da escola faziam. Os atuais alunos pesquisaram com os pais e os avós e descobriram diversas, como as cinco marias, o pique-esconde, mas a que chamou mais a atenção e que os pais disseram que se divertiam muito era com o carrinho de rolimã — conta.

Como o colégio fica numa rua inclinada, a direção teve a ideia de realizar a competição, que foi um sucesso. Neste ano, foram os próprios alunos que pediram a segunda edição da corrida que, novamente, deu muito certo.

— A gente prima pela integração, pela ajuda dos pais e dos colegas. Se um carrinho quebra, eles emprestam de uma equipe para outra, fora a torcida e o fato de ser um dia diferente, com atividade ao ar livre — comenta Ana Maria.

Para participar da corrida, cada equipe precisou construir um carrinho de rolimã usando materiais reaproveitados, como restos de madeira e tinta, que está dentro do tema desde ano, a sustentabilidade.

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