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    Creche conveniada à prefeitura tem aulas suspensas durante paralisação de professoras

    Cinco funcionárias da creche Vó Inácia, em Florianópolis, não comparecem ao trabalho desde segunda-feira, 5. Coordenadora afirma que não foi avisada 

    09/03/2018 - 12h35 - Atualizada em: 09/03/2018 - 13h02

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    Por Redação NSC

    Desde o início da semana pelo menos 30 crianças estão sem aula na creche Vó Inácia, na Caieira do Saco dos Limões, na região central de Florianópolis. Isso acontece porque cinco funcionárias fazem uma paralisação por falta de vale-transporte e atraso nos salários. Com isso, duas turmas foram suspensas e quem está sendo prejudicada é a comunidade.

    Uma mãe, que pediu para não ter o nome divulgado, conta que tem dois filhos, de um e quatro anos, matriculados na unidade. Por mês, ela paga R$ 120 de mensalidade, sendo R$ 60 para cada filho, e trabalha o dia inteiro. Durante esta semana, ela precisou levar os pequenos para o trabalho porque não tinha com quem deixar.

    — Quem está sendo prejudicado somos nós, mães, que trabalhamos. Tive que trazer meus filhos dois dias pra cá, mas eu trabalho com limpeza, não posso continuar fazendo isso. Estou correndo o risco de perder meu emprego. É muita falta de profissionalismo e de respeito.

    A creche Vó Inácia é uma unidade particular que sobrevive de doações e de um convênio com a Prefeitura de Florianópolis. Atualmente, ela atende mais de 60 crianças de quatro meses a menos de seis anos. A coordenadora da creche, Isabel Pinho de Lima, informa que desde segunda-feira, 5, cinco funcionárias faltaram ao trabalho e, segundo ela, não avisaram. Sem professora e auxiliar de sala, duas turmas foram suspensas temporariamente.

    — Eu não sei por que elas não estão vindo — diz a coordenadora.

    Paralisação

    Ângela Cristina Aguiar, 52 anos, umas das professoras que está em greve, esclarece que a paralisação é por falta de vale-transporte e atraso no pagamento dos salários. Segundo ela, a coordenadora da creche está ciente da situação.

    — Desde o dia 1º de fevereiro estamos trabalhando sem vale-transporte, estamos tirando do nosso bolso e não temos mais condições. Na sexta-feira, 2, nós fomos pedir o vale-transporte para a diretora e avisamos que se não tivesse o pagamento não íamos trabalhar.

    De acordo com Ângela, o sindicato já foi acionado e as funcionárias vão decidir neste fim de semana se voltam ou não ao trabalho.

    Convênio

    A creche Vó Inácia possui um convênio com a prefeitura, que garante o pagamento de parte dos custos da unidade, incluindo remuneração de funcionários, aquisição de material pedagógico e alimentação escolar. O convênio do ano passado, no valor de R$ 339 mil, foi prorrogado até o final de março, enquanto um novo está sendo elaborado. Segundo a coordenadora da creche, foi feita uma reunião com os funcionários para avisar que os pagamentos poderiam atrasar neste início de ano até que o contrato fosse renovado.

    A Secretaria de Educação, por meio da assessoria de imprensa, informa que a creche não faz parte da rede municipal de ensino e, mesmo que auxilie com dinheiro público, não pode interferir na gestão e problemas relacionados à falta de funcionários da unidade. Mesmo assim, a prefeitura solicitou à direção da unidade que realize uma reunião urgente com as profissionais em greve para tentar solucionar o "entrave que está impossibilitando o atendimento às crianças."

    *Com informações da rádio CBN Diário

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