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Talento em pauta

Cresce demissão de profissionais experientes

Empresas estão substituindo profissionais mais experientes por jovens colaboradores, que custam menos

13/02/2015 - 15h52 - Atualizada em: 13/02/2015 - 15h57

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Por Redação NSC

Em 2014, as demissões de profissionais de 25 a 49 anos ultrapassaram as contratações. Como um reflexo do momento negativo do mercado, o encolhimento de vagas destinadas a profissionais desta faixa etária puxa a economia para baixo. Isso porque as empresas estão substituindo profissionais mais experientes por jovens colaboradores, que frequentemente estão em busca do primeiro emprego e, consequentemente, custam menos para a organização. Mas, em médio e longo prazo, quais são os efeitos desta situação para a economia do País, em especial para profissionais e empresas?

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O barato sai caro

A contratação de profissionais mais jovens e inexperientes causa, além de uma deficiência na qualidade dos serviços prestados, um impacto negativo na economia. O fato de estes profissionais ganharem menos movimenta menos a economia também. E, como num círculo vicioso, com a economia menos aquecida, as empresas têm cada vez menos demanda, produzem menos e contratam menos.

Equilíbrio

Indivíduos com idade igual ou superior a 50 anos mantiveram uma estabilidade considerável em seus postos de trabalho. Isso porque as organizações estão enxugando o quadro da seguinte forma: mantendo os que têm mais tempo de casa, maior expertise e autonomia e que custam mais; e contratando apenas profissionais jovens e inexperientes, que custam menos e precisam de constante auxílio - em vez de contratar profissionais entre 25 e 49 anos, que não têm tanta autonomia e experiência quanto os de 50, mas que custam mais que profissionais jovens.

Ou seja, as organizações estão buscando manter um quadro enxuto de profissionais experientes e um quadro mais amplo de profissionais jovens, que podem ser moldados pelos mais velhos de acordo com a necessidade e o desejo da organização.

A estratégia pode até funcionar em princípio para as organizações, mas, como já disse, o impacto econômico em médio prazo pode afetar a elas mesmas. O grupo etário mais atingido foi o de profissionais entre 30 e 39 anos, justamente o intermediário, que não se aproxima nem dos mais novos, nem dos mais velhos.

Os impactos

As ações reativas das companhias ao mercado podem prejudicar a economia em médio e longo prazo. Em relação ao mercado em geral, o consumo é atingido, o que interfere na produtividade das empresas. Já para os profissionais, o impacto atinge em especial a sua estabilidade. O importante, para um momento caracterizado pela instabilidade como este, é procurar ter cautela, tanto profissionais quanto empresas, e aguardar a recuperação da economia. E, claro, continuar realizando um trabalho relevante e de qualidade, pois só os melhores sobrevivem às crises.

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