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Crítica: 'Amor' é um filme que ultrapassou barreiras no Oscar 2013

Apesar de estrangeiro, foi indicado também a Melhor Filme, Diretor e Roteiro

19/02/2013 - 11h45 - Atualizada em: 20/02/2013 - 07h20

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Por Redação NSC
(Foto: )

Dirigido pelo austríaco Michael Haneke, Amor ultrapassou barreiras no Oscar. Foi indicado não só a Melhor Filme Estrangeiro, mas a Melhor Filme, Diretor, Roteiro Original e Atriz.

A história se passa quase que exclusivamente dentro de um apartamento onde moram Georges (Jean-Louis Trintignant) e Anne (Emmanuelle Riva), um casal que têm sua rotina drasticamente alterada depois que a mulher sofre uma série de AVCs.

É um filme sobre a fragilidade humana e sobre como pode ser duro envelhecer. Diferente de filmes como Os Intocáveis e As Sessões, que mostram os prazeres que pessoas debilitadas podem ter, o foco da produção é a decadência espiritual imposta pelo declínio físico.

Denso, realista e com grandes nomes do cinema que andavam afastados das telas como protagonistas, o filme deve dar o que falar por muito tempo.

Riva é a atriz mais velha jamais indicada ao Oscar. Tanto ela quanto Trintignant são ícones da Nouvelle Vague - tendência do cinema francês que começou no final dos anos 50 - e trabalharam com grandes diretores como Alain Resnais, François Truffaut e Bernardo Bertolucci.

Trintignant tinha decidido não fazer mais filmes em 2003. Na época, o ator declarou que o cinema não oferecia grandes possibilidades de desenvolvimento para o ator. Mudou de ideia por causa do filme de Hanece, que afirma ter feito o papel de Georges para ele. De fato, o filme é totalmente baseado na interpretação (poderosa) dos dois protagonistas.

É um filme pesado, mas vale a pena assistir.

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