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Joinville que Queremos

Cultivar o próprio alimento é alternativa para melhorar a qualidade de vida

Em casa ou em áreas públicas, as hortas mudam a vida de quem experimenta colher o que planta

25/11/2015 - 18h57 - Atualizada em: 24/07/2019 - 18h22

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Por Redação NSC
Professora Francine dos Santos, Eduarda, Eliseu e Isabelly têm prazer em cultivar a horta do CEI Espinheiros
Professora Francine dos Santos, Eduarda, Eliseu e Isabelly têm prazer em cultivar a horta do CEI Espinheiros
(Foto: )

O crescimento das folhas largas da abobrinha e do pepino indicam o bom trabalho que está sendo feito no Centro de Educação Infantil (CEI) Espinheiros, zona Sul de Joinville. A horta escolar faz parte da rotina dos alunos e funcionários da unidade, que planejam desde a germinação até o preparo das receitas. Quando as férias chegarem, as folhas terão a função de proteger a terra do sol de verão, para que esteja tudo pronto para germinação no próximo ano letivo.

Os canteiros elevados foram construídos para formar um círculo - entre eles, caminham os alunos do berçário ao 2º período. São 12 turmas que se revezam para cuidar das sementes, transferi-las para os canteiros, irrigar as mudas e cuidar do crescimento das plantas. Tudo é feito com base nas pesquisas das professoras e explicado nas aulas. Os alimentos plantados são escolhidos conforme a época e servem para as receitas internas, atividades escolares e distribuição à comunidade.

Confira página especial do projeto Joinville que Queremos.

- Cuidamos das plantas para ver se elas estão crescendo, tiramos os matos porque podem atrapalhar e colocamos no refeitório para comer - explica Emanuel Eliseu Barbosa, de cinco anos.

A horta orgânica surgiu em 2011, quando percebeu-se a importância de discutir o assunto, pois muitas crianças tinham como hábito só comer alimentos industrializados.

Segundo a coordenadora pedagógica Paula Sestari, a vivência de plantar e cuidar cria o sentimento de pertencimento na criança e isso as incentiva a experimentar novos alimentos e a compartilhar com a família.

- Muitos só conheciam o milho da latinha, por exemplo, desconheciam o processo do plantio. Por isso, também falamos do respeito a quem trabalha com a terra. No mercado, fica tudo muito fácil. Então, trabalhamos esse olhar com a criança, para que ela pense sobre o que está fazendo, valorize e pense em si também, se está comendo algo que está realmente fazendo bem - afirma.

Eduarda Ventura Torquato e Isabelly Calegari, de cinco anos, antes faziam careta para a couve. Depois que aprenderam a fazer suco verde e torta de legumes, essa verdura entrou no prato junto a muitas outras. Além dela, cebolinha, alfavaca, milho, morango, hortelã e cidreira são cultivados na escola.

Recentemente, o processo foi incrementado no Projeto Horta do Senhor Lobo. Após a pesquisa das professoras, foram construídas duas composteiras em barris, que recebem todo o material orgânico da cozinha da escola. Por enquanto, as crianças só estudaram a maquete da estrutura que fornecerá o adubo da horta.

Com o novo milharal e os pedidos dos alunos, um lobo colorido em formato de espantalho foi confeccionado para estimular o imaginário infantil e o caráter lúdico da atividade.

- É uma experiência recompensadora ver a alegria deles em plantar, a ansiedade em esperar crescer e, depois, a colheita. Trabalhamos no sistema de atividades permanentes, então, uma vez por semana, tem o grupo de cinco crianças, que eles mesmos estabeleceram, para cuidar da horta. É interessante ver esse envolvimento - relata a professora do 2º período Francine dos Santos.

Temperos e verduras nas alturas

Há quem arrume espaço, mesmo que mínimo, para plantar os próprios temperos e um pouco de verdura. Basta escolher as de pequeno porte, pois cabem num vaso ou nas estruturas verticais.

- Ter dentro de casa uma verdura ou um alimento que se conhece a procedência e foi produzido sem agrotóxicos ou químicos é ter qualidade de vida. E ter um jardinzinho para cuidar é terapêutico. Então é alimento e terapia, e custa mais barato do que comprar - diz o técnico agrícola Elder Mariano.

No apartamento onde mora, Mariano cultiva salsinha, cebolinha, alecrim, hortelã e, mais recentemente, rúcula e alface para atender à alimentação da família, baseada principalmente em verduras.

Ele começou a cultivar a pequena horta há três anos para evitar de ir ao mercado comprar salsinha e cebolinha, temperos simples e muito usados nas receitas. Com o nascimento do filho, a plantação aumentou com a hortelã e o alecrim, usados nos chás e na água do banho.

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