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Presença de toxina

Cultivo e venda de ostras e mexilhões são interditados em Bombinhas e Porto Belo

Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural comunicou proibição após identificar substância prejudicial a seres humanos nos moluscos

02/08/2019 - 22h29 - Atualizada em: 02/08/2019 - 23h02

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Redação
Por Redação DC
ostras
Conforme a Secretaria, está proibida a retirada, comercialização e o consumo destes animais e seus produtos
(Foto: )

A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural informou na noite desta sexta-feira (2) a interdição dos cultivos de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões dos municípios de Bombinhas e de Porto Belo, no Vale do Itajaí, devido à presença de toxina diarreica.

Conforme a Secretaria, está proibida a retirada, comercialização e o consumo destes animais e seus produtos, inclusive nos costões e praias nas localidades de Zimbros, Canto Grande, Ilha joão da Cunha, Araça e Perequê.

Ainda segundo a Secretaria, a medida foi necessária após exames laboratoriais detectarem a presença de ácido ocadaico nos cultivos de moluscos bivalves da região. Quando consumida por seres humanos, essa substância pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia.

O secretário da Agricultura, Ricardo de Gouvêa, explica que, assim que foi confirmado os locais de maré vermelha, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) emitiu alertas para os maricultores dos municípios de Porto Belo e Bombinhas proibindo a retirada, comercialização e consumo de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões. O aviso seguiu também para a Vigilância Sanitária e extensionistas rurais da Epagri.

— Em Santa Catarina o monitoramento dos moluscos é constante e rotineiro. A maré vermelha é um processo natural. Seguiremos atualizando as informações e emitindo alertas até que a situação no litoral catarinense esteja normalizada — destaca o secretário.

Novas análises a partir de segunda-feira

Na segunda-feira (5), a Cidasc fará novas coletas para monitoramento das áreas de produção de moluscos interditadas e arredores. A liberação ou a manutenção da interdição das áreas afetadas dependerá dos resultados dessas análises. As áreas serão liberadas após dois resultados negativos e consecutivos para a presença de toxinas nos moluscos.

Toxina encontrada é produzida por microalgas

A toxina diarreica é produzida por determinadas espécies de microalgas que vivem na água, chamadas de Dinophysis. Quando acumuladas por organismos filtradores, como ostras e mexilhões, elas podem causar um quadro de intoxicação nos consumidores. Maior incidência solar, pouca agitação marinha e baixa salinidade da água do mar são algumas das condições que explicam o fenômeno.

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