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TOP of mind 2019 apresenta

Cultura da informação: como o uso de dados afeta a forma como nos relacionamos 

Entenda de que forma empresas como Netflix e Starbucks utilizam dados para tomar decisões estratégicas

14/06/2019 - 09h35 - Atualizada em: 02/07/2019 - 15h50

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Estúdio
Por Estúdio NSC

Você tem ideia de quantos dados produzimos diariamente? Cada curtida nas redes sociais é um dado, assim como cada pessoa e página que seguimos, cada site visitado, as busca no Google, as atividades em aplicativos no celular e até mesmo as compras que fazemos.

Somando essas ações — e tantas outras —, cria-se na internet 2,5 quintilhões de bytes de dados por dia, segundo o relatório “Data Never Sleeps”, feito pela Domo em 2018. Para compreender melhor o volume de nossa produção diária, um quintilhão são 18 zeros em sequência.

Em meio a essa imensidão de dados, muitas empresas descobriram como transformá-los em informações úteis para desenvolverem seus negócios e proporcionarem uma melhor experiência ao consumidor. Francis Ricalde, coordenador do programa de pós-graduação em Big Data e Inteligência de Marketing na ESPM, comenta essa diferença entre dado e informação para as organizações.

— Dados não têm sentido isoladamente, mas, quando reunidos, compõem uma informação que, em contexto, traz significados e permite análises. Após o exame detalhado das informações, é possível tomar decisões – explica.

“BIG DATA” E TECNOLOGIA PARA NEGÓCIOS

Para tomar decisões mais acertadas e conhecer melhor seu próprio público e possibilidades de negócios, muitas empresas já apostam no conceito de big data.

— Big data é interpretar um grande volume de dados para transformá-lo em informações” — define Ricaldi.

O conceito já é muito utilizado por grandes empresas de diversos ramos, mas fica ainda mais evidente quando aparece em produtos que são facilmente personalizáveis para melhorar a experiência do consumidor. A Netflix, o popular serviço de assinatura de vídeo, é um bom exemplo. Toda vez que um usuário faz uma pesquisa por título, assiste a um filme ou avalia o que viu, está gerando dados. Esses dados, quando analisados, se transformam em informações que permitem conhecer o padrão de consumo do consumidor e, com base nisso, oferecer um serviço muito mais customizado a cada assinante.

A plataforma se molda automaticamente a cada usuário sugerindo títulos mais próximos do interesse dele e adaptando até mesmo as capas de filmes e séries. Por exemplo: algumas pessoas são influenciadas mais pela cor do cartaz, ou pela pose dos atores nele. A interação do consumidor com as imagens ajuda a criar um marketing individualizado e, claro, estimular mais cliques.

Os dados individuais de cada consumidor também podem ser agrupados com o comportamento de milhares de outros consumidores, o que permite uma análise ampla da audiência. Com isso, a empresa sabe com precisão que elementos narrativos atraem seus assinantes e pode decidir com maior probabilidade de sucesso quais títulos incluir em seu catálogo.

DECISÕES ACERTADAS

Quando uma empresa aposta no uso de big data para tomar decisões, diz-se que ela é data-driven, ou seja, guiada por dados. Para Dennis Kerr Coelho, professor da pós-graduação em Big Data da Univali, a mentalidade data-driven traz como vantagens o aumento da produtividade e das margens de lucro, já que não se gasta tanto com erros e retrabalho.

— A maior parte das empresas toma suas decisões baseadas em intuição e na experiência de seus gestores. Isso acaba limitando o poder de decisão — comenta Coelho.

O big data ajuda a romper essa barreira nas organizações e ampliar seus horizontes. A rede de cafeterias Starbucks, por exemplo, usa informação para fazer desde campanhas personalizadas de marketing, com base nas compras de cada cliente cadastrado, até decidir menus sazonais e onde abrir novas lojas. No caso da Starbucks, a intuição diria que abrir duas lojas próximas criaria uma competição entre a própria rede. Porém, um algoritmo analisando diversas informações pode indicar exatamente onde estabelecer um novo ponto de venda, sem comprometer outro já existente.

BOM PARA OS NEGÓCIOS E PARA O CONSUMIDOR

A pesquisa “Big Data and AI Executive Survey 2019”, da NewVantage Partners, mostra que 62% dos executivos já têm retorno mensurável de seus investimentos em big data e inteligência artificial. Mas o que falta para a completa adoção dessa cultura no Brasil?

— As empresas precisam adotar novas práticas e capacitar ou contratar novos perfis ligados à ciência de dados, que vão aportar mais capacidades e quebrar barreiras de adoção — comenta Francis Ricalde.

Esse posicionamento vai ao encontro do objetivo de levar experiências cada vez mais personalizadas a consumidores cada mais exigentes. Tomar decisões com base em dados precisos permite entender os possíveis rumos do negócio, a necessidade de novas soluções em produtos ou serviços e como criar uma comunicação de maior impacto.

Tudo isso resulta em uma experiência mais positiva para o consumidor, já que as empresas podem se moldar cada vez mais às necessidades e aos interesses dele. Essa é uma grande vantagem competitiva no mercado.

— Segundo estudos da Coleman Parkes Research, até 2020 a experiência do cliente superará o preço do produto como o diferenciador-chave da marca — aponta Ricalde.

E quem não quer mais praticidade, eficiência e exclusividade na relação com as marcas? Com tantos dados que produzimos todos os dias, terão um lugar especial em nossas mentes as empresas que souberem olhar para eles e entender o que queremos e como queremos — transformando informações em nosso benefício. Isso é ser Top of Mind.

O 25º Prêmio Top Of Mind Santa Catarina reconhece as marcas mais lembradas pelos catarinenses. Conheça os vencedores nos jornais Diário Catarinense, A Notícia e Santa no dia 5 de julho.

Top of Mind
(Foto: )

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