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Levantamento mensal

Custo de vida em Florianópolis cai em julho, aponta estudo

Deflação de 0,35% na Capital foi puxada por alimentos in natura; preço da cebola teve maior queda: 34% 

07/08/2018 - 16h52 - Atualizada em: 07/08/2018 - 16h54

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Por Redação NSC
Preço da cebola caiu 34% em julho na Capital
Preço da cebola caiu 34% em julho na Capital
(Foto: )

Depois da greve dos caminhoneiros e a maior alta da inflação de Florianópolis dos últimos sete anos, os preços dos produtos e serviços da Capital parecem ter voltado a patamares normais. O Índice de Custo de Vida, calculado mensalmente pelo Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag) da Udesc, aponta que houve uma queda média de 0,35% no valor dos 319 itens analisados. Essa é a primeira retração neste ano na Capital - a última neste patamar foi registrada em junho do ano passado (-0,45%).

A redução nos preços em julho foi puxada pelos alimentos in natura (-11,6%), principalmente de hortifruti, como cebola (-34%), tomate (-25%) e batata (-23%). Os itens in natura acumulavam uma alta de quase 18% no primeiro semestre do ano. Mesmo com a forte queda em julho, ainda resta um aumento acumulado de 4,2% em 2018.

De acordo com o coordenador do cálculo do ICV/Udesc Esag, Hercílio Fernandes Neto, o cenário em julho é uma resposta ao aumento acima do normal registrado em junho, devido à paralisação dos caminhoneiros:

— Com a greve, diminuiu muito a oferta e fez com que preços ficassem muito acima do normal para a época. O reflexo disso agora é que voltou à normalidade a questão da distribuição, os mercados se reabasteceram, e fez com que preços voltassem a seus valores normais para a época.

Ele cita que nesta época do ano é comum ter uma inflação mais contida, já que produtos de consumo diário, como batata e cebola, entram em período de safra. No ano passado, a deflação em julho foi de 0,1%, já em junho foi de 0,45.

A queda média do grupo alimentação, no entanto, esconde a alta em julho de produtos importantes e que já vinham subindo ao longo do primeiro semestre, como o leite (2,94%) e a farinha de trigo (6,22%). Neto explica que o leite e carne costumam subir neste período, porque diminuem as pastagens, o que impacta na alimentação dos animais e, por consequência, no preço nas prateleiras.

Os combustíveis, que tiveram uma redução de quase 2% no mês anterior, voltaram a subir em julho (1,35%). Essa variação está relacionada à política de preços atual da Petrobras, que muda o preço nas bombas com frequência.

Comportamento dos produtos in natura em julho (%)

Maiores altas

Abóbora 19,75

Tainha 5,55

Maçã 5,45

Maiores quedas

Batata inglesa -23,01

Tomate -25,59

Cebola de cabeça -34,61

Comportamento produtos industrializados em julho (%)

Maiores altas

Leite condensado 15,71

Salsicha 8,18

Farinha de trigo 6,22

Maiores quedas

Azeite de oliva -2,23

Ervilha em conserva -3,52

Pão de forma -4,06

Sobre o ICV/Udesc Esag

O Índice de Custo de Vida de Florianópolis é calculado há 50 anos, desde julho de 1968, pela Udesc Esag. Reflete a variação de preços incidentes sobre os orçamentos das famílias da Capital, com base na comparação de preços de 319 itens. Os dados para o mês foram coletados entre os dias 1º e 30 de julho de 2018.

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