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Dados repassados por aplicativo ajudaram Polícia a identificar um dos presos pela morte de motorista 

Jackson do Nascimento, 20 anos, e Wesley Nunes Ferraz, 27, foram detidos nesta sexta-feira (4), em Laguna, no Sul de Santa Catarina

04/01/2019 - 19h47

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Por GaúchaZH
Grand Siena da vítima foi encontrado em Santa Catarina
Grand Siena da vítima foi encontrado em Santa Catarina
(Foto: )

Os dois homens presos pela morte do jovem Paulo Junior da Costa, 22 anos, vão responder, nesse primeiro momento, por homicídio e ocultação de cadáver. Segundo a delegada, os criminosos, identificados como Jackson do Nascimento, 20 anos, e Wesley Nunes Ferraz, 27 anos, teriam o objetivo de se deslocar até Laguna, onde Nascimento mora. O corpo do motorista de aplicativo foi localizado na tarde desta sexta-feira (4) em uma mata na região da cidade do Sul de Santa Catarina.

A delegada Roberta Bertoldo, da 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que Ferraz, que é morador de Porto Alegre (RS), pediu a corrida por aplicativo por volta das 17h do dia 31 de dezembro, no bairro Sarandi, na zona norte da Capital gaúcha. O aplicativo foi desligado uma hora depois em Santo Antônio da Patrulha, no Litoral Norte. do Estado vizinho.

Os investigadores chegaram até os autores do crime com a cooperação da empresa Uber, que forneceu dados da corrida. Ferraz, que deverá ser encaminhado para Porto Alegre, está preso temporariamente (90 dias) e Nascimento foi detido em flagrante. Ele seguirá custodiado em Santa Catarina.

— A principal ferramenta pela qual identificamos, primeiramente um deles, foi a partir de informações que a empresa Uber nos repassou sobre dados de identificação do último chamador de corrida, que terminou, supostamente, em Santo Antônio da Patrulha — explicou a delegada.

Segundo a Polícia Civil, sabe-se que os criminosos tinham como objetivo chegar em Laguna. A motivação da morte do jovem, no entanto, ainda é um mistério.

Ferraz alega que não estava no veículo junto de Nascimento e da vítima. Já o comparsa diz que não foi o responsável por tirar a vida do jovem. A Polícia Civil não descarta outras hipóteses, como latrocínio (roubo com morte), mas afirma que não tem ainda elementos para imputar esse crime nessa primeira fase do inquérito.

Nesse primeiro momento, os investigadores trabalham com a hipótese de que Paulo tenha sido morto em Santa Catarina, mas apenas a necropsia vai poder precisar quando aconteceu o assassinato. O universitário foi atingido por pelo menos um disparo de arma — a polícia não divulgou em qual parte do corpo.

Em nota, a Uber lamentou a morte de Costa e se colocou à disposição da polícia. Leia a íntegra:

"Estamos profundamente entristecidos em saber que Paulo Junior da Costa foi vítima desse crime terrível. Nossa solidariedade e nossos sentimentos estão com a família nesse momento de enorme tristeza e dor. A Uber segue à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, fornecendo todos os dados necessários, na forma da lei, e espera que os responsáveis pelo crime sejam punidos."

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