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Comissão do impeachment

Defesa de Dilma vai recorrer por mais tempo para respostas de testemunhas 

Parlamentares favoráveis à presidente afastada têm reclamado que o tempo de três minutos não é suficiente

15/06/2016 - 11h28 - Atualizada em: 15/06/2016 - 12h01

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Por Agência Brasil
O advogado José Eduardo Cardozo defende a presidente afastada Dilma Rousseff no processo de impeachment
O advogado José Eduardo Cardozo defende a presidente afastada Dilma Rousseff no processo de impeachment
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O advogado José Eduardo Cardozo, que defende a presidente afastada Dilma Rousseff no processo de impeachment, afirmou, nesta quarta-feira, que vai apresentar recurso para que as testemunhas tenham mais tempo para responder aos questionamentos dos senadores na comissão que analisa o impedimento da petista.

Desde terça-feira, durante os depoimentos de testemunhas de defesa no processo, os parlamentares favoráveis à presidente Dilma têm reclamado que o tempo de três minutos concedido às testemunhas para responder aos questionamentos não é suficiente.

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— Quero informá-lo que, diante da limitação, da impossibilidade de resposta completa, a defesa irá recorrer dessa decisão [sobre o tempo] e pedir novo depoimento dessa testemunha, caso seja acolhido esse recurso, uma vez que é impossível que, nesse prazo dado, possa ele responder — disse Cardozo ao presidente da comissão, senador Raimundo Lira (PMDB-PB).

Pouco antes, Lira havia negado pedido do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) por mais tempo de resposta para a primeira testemunha ouvida nesta quarta-feira, o ex-secretário adjunto do Orçamento Federal Cilair Rodrigues.

Estratégia

A advogada Janaína Paschoal, responsável pela acusação no processo, protestou contra a atitude da defesa.

— Eu só gostaria de deixar consignado que a estratégia da defesa é fazer crer que está ocorrendo algum tipo de cerceamento, quando é evidente que não está. Todas as testemunhas tiveram o mesmo tempo. Não é possível querer mudar a regra no meio do processo — acrescentou Janaína.

Como estratégia para acelerar a fase de depoimentos de testemunhas de defesa e garantir que essa fase do processo termine até o dia 17 de junho, como estabelece o cronograma aprovado pela comissão, os senadores contrários à Dilma passaram a não mais fazer perguntas às testemunhas de defesa.

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*Agência Brasil

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