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    Delator da Lava-Jato é preso em ação da PF contra lavagem de dinheiro e tráfico

    Operação ocorre no Distrito Federal e em seis Estados do país

    15/05/2018 - 05h03 - Atualizada em: 15/05/2018 - 05h04

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    Por Redação NSC

    A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (15) a operação Efeito Dominó, um desdobramento de outra ação de 2017. Cerca de 90 policiais federais estão cumprindo 26 ordens judiciais, sendo 18 mandados de busca e apreensão, cinco mandados de prisão preventiva e três mandados de prisão temporária nos estados do Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e São Paulo.

    Entre os presos está um doleiro que assinou acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava-Jato.

    Em 2017, a Polícia Federal desarticulou uma enorme estrutura estabelecida para o tráfico internacional de drogas e comandada por Luiz Carlos da Rocha, também conhecido como “Cabeça Branca”, reconhecido como um dos maiores traficantes de entorpecentes da América do Sul, com conexões em dezenas de países.

    Conforme a Polícia Federal, foi possível identificar uma complexa e organizada estrutura durante as investigações destinada à lavagem de recursos provenientes do tráfico internacional de entorpecentes.

    As investigações demonstram robustos indícios da forma de atuação da organização criminosa, consistente na convergência de interesses das atividades ilícitas dos “clientes dos doleiros” investigados, pois de um lado havia a necessidade de disponibilidade de grande volume de reais em espécie para o pagamento de propinas e, de outro, traficantes internacionais como Luiz Carlos da Rocha possuíam disponibilidade de recursos em moeda nacional e necessitavam de dólares para efetuar as transações internacionais com fornecedores de cocaína.

    Dentro das estruturas investigadas neste caso, verificou-se a atuação concreta e direta de dois doleiros já conhecidos de operações anteriores da Polícia Federal. Um deles já foi investigado na operação Lava-Jato e teria retornado às atividades ilegais mesmo tendo firmado acordo de colaboração premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR) e posteriormente homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A PGR e o STF serão comunicados sobre a prisão do réu colaborador para avaliação quanto à quebra do acordo firmado.

    A ação desta fase tem, dentre outros, o objetivo de reunir informações complementares da prática dos crimes de lavagem de dinheiro, contra o Sistema Financeiro Nacional, organização criminosa e associação para o tráfico internacional de entorpecentes.

    Os presos serão conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná, onde permanecerão à disposição da Justiça Federal. Eles não tiveram os nomes divulgados pela PF.

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