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    Doença transmissível

    Depois de 10 anos, SC volta a registrar caso de raiva canina

    Cão com a doença foi encontrado em Jaborá, no Meio-Oeste

    26/09/2016 - 11h30 - Atualizada em: 26/09/2016 - 12h00

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    Por Redação NSC

    Um caso de raiva canina foi confirmado no município de Jaborá, no Meio-Oeste de Santa Catarina. Os últimos casos de raiva animal — dois cães e um gato — foram registrados em 2006 nos municípios de Xanxerê e Itajaí.

    O animal foi encontrado em um terreno baldio na área central do município no dia 30 de agosto. Ele apresentava sintomas neurológicos para raiva, como tremor, olhar fixo, mandíbula rígida, salivação intensa e paralisia de membros inferiores. No dia 19 de setembro foi confirmado o diagnóstico laboratorial de raiva.

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    Uma equipe da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC), em conjunto com a 7ª Gerência Regional de Saúde de Joaçaba e a Secretaria Municipal de Saúde de Jaborá, está desenvolvendo ações, considerando que Santa Catarina é área controlada para raiva animal no ciclo urbano.

    A responsável pela divisão de vigilância de canídeos e felídeos da Dive/SC, Ivânia da Costa Folster, reforça que é importante que qualquer pessoa que tenha conhecimento de outros animais que tiveram contato com o cão doente procure imediatamente um serviço de saúde.

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    O governo de SC já disponibilizou ao município 1,5 mil doses de vacina antirrábica para cães e gatos. A vacinação é gratuita, no esquema de duas doses com intervalo de 30 dias, e está sendo realizada de casa em casa e feita por equipes de saúde. A vacina pode ser aplicada em animais com idade superior a três meses.

    — Além disso, se a pessoa for agredida por um cão ou qualquer outro animal, é muito importante que procure um serviço de saúde mesmo se o ferimento não for grave, pois pode haver a necessidade de tomar a vacina contra a raiva — afirma Suzana Zeccer, gerente de zoonoses da Dive/SC.

    Sobre a doença

    A raiva é uma doença transmissível que atinge mamíferos como cães, gatos, bois, cavalos, macacos, morcegos e também o homem quando a saliva do animal infectado entra em contato com a pele ou mucosa por meio de mordida, arranhão ou lambedura do animal. O vírus ataca o sistema nervoso central, levando à morte após pouco tempo de evolução. A raiva não tem cura estabelecida (há apenas três casos de cura conhecidos no mundo, um deles no Brasil) e a única forma de prevenção é por meio da vacina.

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