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Rara, mas real

Depois de virar bordão em série de TV, o lúpus é destaque na novela Amor à Vida

Autoimune, sem cura e de difícil diagnóstico, a doença atinge cerca de 65 mil pessoas no Brasil

01/07/2013 - 14h13 - Atualizada em: 01/07/2013 - 14h16

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Por Redação NSC
A personagem Paulinha, de Amor à Vida, sofre de lúpus
A personagem Paulinha, de Amor à Vida, sofre de lúpus
(Foto: )

"It is not lupus" se tornou um bordão que estampa até camiseta de alguns mais descolados. É uma brincadeira com o fato de que o doutor House, da série House M.D., sempre sugeria que os sintomas misteriosos de seus pacientes poderiam indicar essa doença autoimune - mas, no final, era sempre outra coisa.

Agora, lúpus virou assunto também da novela Amor à Vida. A variedade de sintomas e o fato de que pode se manifestar em qualquer órgão talvez explique por que lúpus era frequentemente uma possibilidade na série de TV. Os principais são mal-estar, febre, dor e inchaço nas articulações, queda de cabelo, feridas na boca, manchas na pele, entre outras manifestações.

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia, 65 mil pessoas têm lúpus no Brasil, sendo a maioria do sexo feminino,

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Existem dois tipos de lúpus. O primeiro, o eritematoso, atinge apenas a pele, provocando manchas avermelhadas em áreas mais expostas à luz solar, como braços, orelhas, rosto e colo. Já o segundo, o sistêmico, pode prejudicar coração, rins e pulmões.

- A incidência é mais comum em mulheres jovens, entre 20 e 45 anos, manifestando-se com maior frequência em mestiços e nos afrodescendentes, independentemente do sexo - explica o reumatologista Gustavo Lamego de Barros Costa, vice-presidente da Sociedade Mineira de Reumatologia.

Rara, a doença pode surgir em qualquer época da vida e não tem cura. Ainda assim, é possível conviver com ela, desde que o paciente siga o tratamento de forma adequada.

Segundo Barros Costa, o lúpus surge em qualquer fase da vida, sem motivos aparentes. Questões genéticas podem ou não influenciar o sua aparecimento, mas, em geral, a causa ainda é desconhecida.

- Temos um sistema de defesa, que é o imunológico e, às vezes, há uma desregulação. Ele passa, então, a atacar algumas células do organismo, e isso é o que chamamos de doença autoimune. O lúpus não é causado por infecção ou bactéria, é o próprio organismo que o desenvolve - afirma.

A doença se manifesta de diferentes formas no organismo, podendo ser de maneira leve ou mais grave. Na maioria dos casos, surgem lesões na pele, especificamente nas bochechas e no nariz, formando um desenho semelhante ao de "asa de borboleta".

Além disso, muitos doentes têm fotossensibilidade à luz do sol. Alterações no sangue e dores ou inchaços nas juntas também são comuns. Em casos mais graves, ela pode afetar os rins ou causar inflamações nas membranas do pulmão e do coração.

Como saber

Gustavo Barros Costa explica que o diagnóstico é feito após uma análise criteriosa das manifestações apresentadas pelo paciente no exame denominado FAN (fator ou anticorpo antinuclear), obtido no exame de sangue.

- Quase 100% dos pacientes com lúpus têm FAN positivo. Mas muita gente que tem o FAN positivo não necessariamente vai desenvolver a doença. Esse fator ajuda para o diagnóstico, mas não é o único avaliado para se descobrir o lúpus - explica.

Como tratar

O lúpus não tem cura, mas pode ser controlado. Segundo o médico Gustavo Barros Costa, os remédios com corticoide, cloroquina e os imunossupressores são os mais indicados, mas a recomendação varia de pessoa para pessoa.

- O tratamento é à base de medicamentos que vão modular o sistema imunológico. Vai depender da manifestação de cada paciente _ salienta.

Já os sintomas mais leves podem ser tratados com analgésicos e anti-inflamatórios. Segundo o Ministério da Saúde, dois medicamentos indicados para tratar o lúpus - a azatioprina e a ciclosporina (há diversas dosagens) - são ofertados gratuitamente na rede pública.

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