nsc

publicidade

CARGOS PÚBLICOS 

Deputado apresenta projeto de lei que impediria Eduardo Bolsonaro de assumir embaixada nos EUA 

Marcelo Calero, que foi ministro da Cultura no governo Temer, quer restringir as chefias de embaixadas a membros do serviço diplomático brasileiro 

13/07/2019 - 14h47 - Atualizada em: 14/07/2019 - 18h38

Compartilhe

Por GaúchaZH
Por Folhapress
Marcelo Calero é diplomata de carreira e deputado federal
Marcelo Calero é diplomata de carreira e deputado federal
(Foto: )

O deputado federal Marcelo Calero (Cidadania, ex-PPS-RJ) apresentou, nesta sexta-feira (12), projeto de lei que restringe a quadros da carreira diplomática a possibilidade de assumir embaixadas. Na prática, se esse projeto for aprovado, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, não poderia assumir a embaixada do Brasil nos Estados Unidos (EUA), como está sendo cogitado por seu pai.

"Em respeito, inclusive, às nossas mais consolidadas tradições diplomáticas e da alta especialização dos integrantes da carreira diplomática do Serviço Exterior Brasileiro, é imperativo que seja a legislação brasileira atualizada no sentido de corresponder, integralmente, a esses anseios e a esse arcabouço construído pelo Itamaraty", afirmou Marcelo Calero na justificativa do projeto.

Calero foi ministro da Cultura no governo Michel Temer, em 2016, e é diplomata de carreira.

Na sexta-feira (12), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que não está preocupado com as críticas que vem recebendo sobre o assunto. Citou, entre o que considera atributos do filho, que ele fala inglês fluentemente, que já visitou a Europa e que acabou de casar.

— Não estou preocupado com crítica — disse o presidente, afirmando que parte da imprensa "está dando uma lenhadinha na gente".

— Quando ele viaja para o mundo todo, fala inglês fluentemente, fala espanhol, já foi a vários países da Europa, conhece a família do Donald Trump, tem liberdade e amizade com seus filhos, não é um aventureiro. Acabou de casar, inclusive — argumentou Jair Bolsonaro.

O presidente ainda afirmou que irá esperar "o momento certo" para decidir se, de fato, indicará o filho ao cargo de embaixador nos EUA. Bolsonaro acrescentou que o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, apoia a possibilidade.

— Não porque é meu filho. É porque conhece o Eduardo — disse o chefe do Executivo.

Ainda não é assinante? Faça sua assinatura do NSC Total para ter acesso ilimitado ao portal, ler as edições digitais dos jornais e aproveitar os descontos do Clube NSC.

Deixe seu comentário:

publicidade