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Desordens no relógio biológico aumentam risco de depressão e bipolaridade, diz estudo 

Outra pesquisa associou o relógio biológico ao índice de massa corporal dos participantes

17/05/2018 - 11h01 - Atualizada em: 20/05/2018 - 13h41

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Por Redação NSC
(Foto: )

Apetite maior, mau humor e falta de concentração são algumas das consequências mais conhecidas da privação de sono. Agora, o que os cientistas descobriram é que a interrupção do ritmo circadiano - sincronização do organismo dentro das 24 horas - está associada a um aumento no risco de depressão e transtorno bipolar.

Publicada no periódico The Lancet Psychiatry, a pesquisa analisou dados de mais de 91 mil pessoas inscritas no UK Biobank, banco com informações sobre saúde da população do Reino Unido e internacional. As atividades dos participantes foram medidas durante sete dias com um monitor de pulso e os resultados foram cruzados com diversos outros fatores que poderiam explicar o estado da saúde mental ou da função cognitiva de cada um.

Tanto o aumento de atividades nas horas de descanso quanto a inatividade ao longo do dia impactaram os resultados. Ambos estão associados a um maior risco de depressão e transtorno bipolar, assim como piores sentimentos subjetivos em relação ao bem-estar.

No Rio Grande do Sul, os ritmos biológicos também foram alvo de um estudo. Os pesquisadores analisaram a relação entre o relógio biológico e o índice de massa corporal (IMC). Participaram 756 pessoas de um município do interior gaúcho.

— O resultado prático foi: nessa população, quanto mais aumenta o IMC, mais cresce a alteração no ritmo biológico. Não se sabe se isso é causa ou consequência, mas há uma relação muito forte — explica Júlio César Walz, coordenador do Grupo de Estudo e Pesquisa Interdisciplinar em Comportamento Obeso (Gepico), da Universidade La Salle, que participou do levantamento.

Segundo o pesquisador, o centro da fome fica em zonas específicas do cérebro, que são áreas de humor, que também têm relação com desordens como depressão.

— Mexendo nessa área, outras coisas vão acontecendo. Estamos tentando mapear essas áreas de humor e como elas estão envolvidas com a obesidade — conclui.

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