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    Detentas fazem perucas lúdicas para crianças que lutam contra o câncer em Criciúma 

    Projeto foi realizado dentro da Penitenciária Feminina de Criciúma

    26/06/2019 - 13h44 - Atualizada em: 26/06/2019 - 14h22

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    Lariane
    Por Lariane Cagnini
    Juíza Débora Driwin Rieger Zanini, titular da Vara de Execuções Penais de Criciúma, acompanhou a entrega
    (Foto: )

    Crianças atendidas pela Casa Guido, entidade de Criciúma que presta apoio durante o tratamento oncológico, receberam presentes especiais essa semana. O projeto Cabelos de Anjo, realizado junto às detentas da Penitenciária Feminina de Criciúma, entregou mais de 20 perucas lúdicas, inspiradas em personagens infantis, para os pequenos.

    A iniciativa é do Conselho da Comunidade, grupo vinculado à Vara de Execuções Penais que representa a sociedade na fiscalização do sistema carcerário e na ressocialização dos condenados.

    As perucas foram entregues na segunda-feira por membros do Conselho e pela juíza Débora Driwin Rieger Zanini, titular da Vara de Execuções Penais de Criciúma. A compra das lãs e dos demais materiais foi feita com verba oriunda de penas pecuniárias, que são aplicadas a crimes de menor gravidade e revertidas no pagamento em dinheiro.

    Uma vez por semana, a mãe da conselheira Rovena Machado Zanella, que é artesã, era voluntária na penitenciária. Depois que aprenderam como fazer as perucas, as detentas seguiram sozinhas na confecção durante um semestre.

    — Foi uma iniciativa linda e de grande emoção. Penso que o projeto trouxe alento e alegria para esses pequenos, submetidos a tratamento quimioterápico, dando-lhes força e esperança para lutar contra a doença. E, por outro lado, o projeto também auxiliou no caráter ressocializador da pena, ensinado às detentas que elas podem contribuir também para a felicidade das pessoas, suavizando a dívida que elas têm com a sociedade — comentou a magistrada.

    Doze detentas participaram do primeiro ciclo do projeto, que encerrou este mês, com a cerimônia de entrega das perucas. Regiane Medeiros Gonçalves, membro do conselho, disse que acompanhar as aulas foi uma oportunidade de ver de perto a motivação e o interesse das mulheres em aprender.

    — Acreditamos que nesse momento o projeto começava a alcançar alguns de seus objetivos, que, além de desenvolver habilidades manuais, desperta empreendedorismo. Além disso, o projeto contribuiu para que as reeducandas participassem ativamente da ação social voltada às crianças com câncer — disse.

    No mês que vem, mais um grupo de mulheres deve começar a confeccionar as perucas. Segundo a magistrada, a intenção é beneficiar outras entidades da cidade e região, e conforme o volume de produção, expandir para toda Santa Catarina. Um novo aporte de recursos do fundo das penas pecuniárias será liberado para o Conselho comprar os materiais, e com a mão de obra das reeducandas, garantir que o projeto atinja o maior número de crianças — e de sorrisos — que for possível.

    Comarca de Criciúma, Divulgação
    (Foto: )

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