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Sofrimento

Dez dicas para acabar com o incômodo das cólicas menstruais

Alongamento, ioga ou caminhadas moderadas têm a capacidade de diminuir a dor

31/03/2013 - 04h11 - Atualizada em: 03/04/2013 - 08h08

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Por Redação NSC
A mulher deve ser avaliada periodicamente pelo seu ginecologista para descartar doenças graves que podem se manifestar com dores do tipo cólica
A mulher deve ser avaliada periodicamente pelo seu ginecologista para descartar doenças graves que podem se manifestar com dores do tipo cólica
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Como se não bastasse o incômodo e a irritação durante a TPM (Tensão Pré-Menstrual), algumas mulheres sofrem com cólicas durante o ciclo menstrual. Nesse período, a mulher pode sentir dores pélvicas, no baixo ventre. Se a dor for muito forte ou persistir após o final da menstruação, as causas devem ser investigadas pelo médico. Cerca de 50 % das mulheres podem sentir cólica menstrual em algum momento da sua vida, e as dores podem ser de fraca a forte intensidade, interferindo negativamente na qualidade de vida da mulher e prejudicando sua vida pessoal e profissional.

Segundo a ginecologista e obstetra Erica Mantelli, a cólica menstrual é uma dor aguda que vai e volta, sendo que quando é muito forte pode estar associada a outros sintomas como náuseas, vômitos e dor de cabeça.

- A dor é causada pela produção de prostaglandina, um hormônio responsável pela contração do útero nessa fase. Em algumas mulheres esse processo de contração é mais intenso e o fluxo menstrual maior - explica.

A cólica menstrual pode ser primária ou secundária. No primeiro caso, o mais comum, trata-se apenas de uma condição normal do ciclo menstrual, produzida pelas prostaglandinas, substâncias que provocam dolorosas contrações no útero. Já a secundária ocorre devido a alguma patologia como miomas uterinos, alterações no ovário, cistos, infecção pélvica, endometriose, uso do DIU (dispositivo intrauterino) e pólipos, entre outras doenças que podem afetar o sistema reprodutivo.

Geralmente, quando as cólicas são mais intensas, provocam outros males. Na maioria dos casos, a dor pode estimular o enjoo e a diarreia porque o trânsito intestinal aumenta. Quando esses sintomas se tornam constantes é preciso ser feita uma avaliação médica mais precisa, pois a dor forte pode significar outras doenças, principalmente, a endometriose.

Sinal de alerta para a endometriose

A mulher deve ficar atenta à intensidade da cólica menstrual, principalmente as adolescentes, já que as dores costumam incomodar mais entre 17 e 34 anos.

- Trata-se de uma doença que pode ocorrer em qualquer momento da fase fértil, da primeira até a última menstruação. Algumas mulheres só descobrem que têm a doença quando tentam engravidar e não conseguem. É importante consultar o ginecologista sempre que sentir fortes dores no baixo ventre - avisa a ginecologista.

Cólicas nunca mais

Para driblar a dor, Erica Mantelli sugere dicas que podem minimizar o problema e contribuir para devolver o bem-estar à mulher nos dias em que estiver menstruada:

? Descanse

Durante o período de menstruação, é natural sentir-se cansada e sem ânimo. E com dor fica ainda mais difícil ir trabalhar ou se divertir. A recomendação é relaxar e descansar.

- Procure deitar com a barriga para baixo, apoiada em um travesseiro, comprimindo-a. Isso já ameniza as dores e pode garantir uma boa noite de sono nos dias de cólica menstrual - aconselha.

? Faça exercícios físicos

Aposte em atividades como alongamento, ioga, caminhada ou andar de bicicleta. Feitos de forma regular e moderada, os exercícios liberam endorfina que tem a capacidade de diminuir a dor.

? Abuse dos alimentos certos

Na lista estão soja, banana, beterraba, aveia, tofu, couve, abobrinha, salmão, atum e castanha-do-pará. Eles servem como relaxantes musculares e têm poder anti-inflamatório natural.

? Esqueça os alimentos gordurosos

Evite comer frituras, hambúrgueres ou alimentos ricos em gorduras, pois aumentam a produção de hormônios que causam contração no útero. Evite alimentos embutidos e bebidas com cafeína, por exemplo café, chá preto e refrigerante.

? Fuja do estresse

Situações estressantes podem deixar a mulher mais irritada e sem paciência aumentando a intensidade da dor. Procure ficar relaxada e evite situações que podem causar estresse.

? Chás milagrosos

Beba chá de canela, pois esta age como analgésico amenizando a cólica. Além dele, os chás de hortelã e erva cidreira com propriedades calmantes também contribuem para o bem-estar.

? Use bolsa de água quente

A bolsa de água quente pode ser uma forte aliada.

- O calor emitido estimula a irrigação, relaxando a musculatura e amenizando o impacto das contrações do útero - diz a ginecologista.

? Aposte em massagens

Movimentos suaves no abdômen e nos pés podem amenizar a cólica. O vaivém das mãos alivia a tensão muscular, melhoram a circulação sanguínea e, consequentemente, diminui a dor. Comprimir essa região também pode ser uma forma de massagem.

? Acupuntura

As agulhas aplicadas em pontos estratégicos, entre eles a região abdominal e lombar, podem auxiliar na liberação de endorfina e reduzir o incômodo causado pela dor abdominal.

? Quando optar pelos medicamentos

Pode parecer um sintoma simples, mas só um médico pode recomendar o melhor medicamento para diminuir a cólica menstrual.

- Algumas mulheres recorrem ao analgésico, mas por ser uma inflamação que provoca contrações no útero, os anti-inflamatórios e antiespasmódicos são mais indicados para combater a cólica menstrual - recomenda Erica Mantelli.

A mulher deve ser avaliada periodicamente pelo seu ginecologista para descartar doenças graves que podem se manifestar com dores do tipo cólica. Apesar de muitas vezes ser intensa, a cólica pode sim ser tratada e praticamente passar despercebida, sem prejudicar o dia a dia da mulher.

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