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Diarreia aguda infantil: causas e tratamento

Ocorrência de fezes líquidas pode ou não ser acompanhada de vômitos ou febre

16/01/2013 - 07h53 - Atualizada em: 16/01/2013 - 08h03

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Por Redação NSC
Solução de reidratação oral é responsável pela queda na mortalidade
Solução de reidratação oral é responsável pela queda na mortalidade
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Uma entre cada cinco mortes infantis se deve à diarreia, mas este número vem diminuindo ao longo dos anos, principalmente após a introdução da solução de reidratação oral (SRO). E o que é a diarreia? É a ocorrência de três ou mais episódios de fezes liquidas em 24h, podendo ou não ser acompanhada por vômitos e/ou febre.

A mudança na consistência das fezes, mesmo com uma frequência menor de evacuações, principalmente nos primeiros meses de vida, pode também ser considerada diarreia.

A diarreia pode ser dividida em três grupos:

Aguda: geralmente não ultrapassa sete dias de duração, mas pode chegar até 14 dias. São facilmente tratadas com terapia de reidratação oral e dieta adequada. É o tipo mais frequente.

Persistente: duração maior que 14 dias.

Crônica: duração acima de 30 dias.

A diarreia infecciosa pode ser causada por vários agentes, como vírus, bactérias e parasitas (verminoses). Estes últimos são causas frequentes de diarreia em crianças sadias. As diarreias no verão podem ser causadas tanto por vírus como por bactérias (quando ingerimos água e/ou alimentos contaminados).

O diagnóstico é feito basicamente pelos sintomas (vômitos, febre, dor abdominal, náuseas) e através do exame físico do paciente. Em alguns casos, é necessário a solicitação de exames laboratoriais. A base do tratamento é evitar ou corrigir a desidratação e manter o estado nutricional do paciente.

A hidratação pode ser feita através da terapia de reidratação oral (a maior parte dos casos), mas às vezes é necessária a avaliação do pediatra para definir se ela vai ser feita através de sonda nasogástrica ou de hidratação venosa (soro na veia). Em alguns casos é necessário o uso de antieméticos (medicação para vômitos), suplementação de zinco e introdução de antibióticos.

A dieta adequada deve contar com o aumento da ingestão de líquidos (soro caseiro, chás, água de cozimento de arroz, água de coco, sucos de maçã, caju e goiaba), ingestão de alimentos obstipantes como maçã, banana-maçã, gelatina, biscoito de polvilho, biscoito maizena, bolacha água e sal, arroz, carne magra, batata, cenoura cozida, mandioquinha, canja, entre outros. Deve-se evitar frituras, leite, iogurtes, doces, chocolate, salgadinhos, salsicha e linguiça.

O jejum prolongado não é recomendado, exceto quando a criança desidrata e inicia a hidratação oral. Neste período de reidratação deve ser oferecido apenas o soro até que a criança encontre-se hidratada, podendo então iniciar a dieta. Deve-se sempre manter o aleitamento materno. É indicada a suspensão temporária da ingestão de leite de vaca e seus derivados. O aleitamento também deve ser mantido nas crianças que apresentam desidratação durante a hidratação oral, o jejum é para os outros alimentos.

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