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    Grande Florianópolis

    Dirigente do Sintraturb diz que somente "uma reviravolta muito grande" evitaria a greve de ônibus

    Audiência no Tribunal Regional do Trabalho foi marcada para esta terça na tentativa de evitar a greve

    10/06/2014 - 07h35 - Atualizada em: 10/06/2014 - 14h58

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    Por Redação NSC
    Duas paralisações aconteceram em 2014: dias 8 (foto) e 28 de junho
    Duas paralisações aconteceram em 2014: dias 8 (foto) e 28 de junho
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    Em uma tentativa de impedir a paralisação dos ônibus na Grande Florianópolis, marcada para esta quarta-feira, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) convocou uma nova reunião conciliatória entre funcionários e empresários do transporte público.Nem o sindicato patronal nem o de trabalhadores acreditam em uma solução que evitaria a greve prevista.

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    O diretor de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Urbano da Grande Florianópolis (Sintraturb), Deonísio Linder, afirma que a greve continua programada e só não acontecerá se "houver uma reviravolta muito grande". Novas propostas apresentadas no TRT, serão mostradas aos cobradores e motoristas em assembleia marcada para as 22h desta terça.

    A discussão é a mesma que motivou a primeira paralisação, no dia 8 de maio: a redução de 350 vagas de cobradores - medida prevista no edital de transporte público que começa a valer dia 1º de novembro. Deonísio diz que a greve programada para quarta-feira só deve parar quando houver uma resposta definitiva sobre o assunto.

    Do lado das empresas, o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros da Grande Florianópolis (Setuf), Waldir Gomes, afirma que manterá as mesmas propostas já apresentadas e acredita que não haverá conciliação nesta terça-feira:

    - Acho que a disposição de greve já ficou sacramentada quando o Sintraturb enviou um oficío avisando da paralisação - diz Waldir.

    Catraca livre descartada

    Na reunião feita no TRT dia 2 de junho, o Sintraturb foi o único a rejeitar a proposta da prefeitura de fazer catraca livre. Deonísio explica que a greve é feita para dar prejuízo ao patrão - cada dia parado reduz o faturamento das empresas da capital em 430 mil - e da forma que estava sendo proposta, isso não aconteceria.

    A intenção era que a prefeitura pagasse a gasolina, as empresas liberassem os ônibus e o Sintraturb oferecesse a mão de obra gratuitamente:

    - Nossos trabalhadores têm que colocar comida na mesa das suas famílias e não podem trabalhar de graça. Todos têm que receber, assim como quando acontece nas greves - disse Deonísio.

    Prefeitura vai aguardar reunião para definir transporte alternativo

    Nenhuma medida de transporte alternativo foi confirmada pela prefeitura na manhã desta terça-feira. Segundo o diretor de planejamento da Secretaria de Transportes, Vinicius Cofferri, o poder público optou por esperar o resultado da reunião no TRT antes de propor alguma solução.

    Durante a última paralisação, vans fizeram o serviço de transporte público por valores que variavam entre R$ 5 e R$ 7.

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