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Atenção ao mosquito

Dive confirma mais 16 casos de dengue e SC já soma 1.821 registros neste ano

Novo boletim da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC) foi divulgado nesta quinta-feira (26)

26/09/2019 - 17h15 - Atualizada em: 26/09/2019 - 21h44

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Redação
Por Redação DC
dengue
Dos 16 novos casos confirmados, 14 foram transmitidos dentro do próprio estado de SC
(Foto: )

O número de casos de dengue em Santa Catarina neste ano aumentou nas últimas duas semanas, aponta o relatório da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC) divulgado nesta quinta-feira (26). Durante o período, 16 novos casos foram confirmados.

Com esse aumento, o Estado soma um total de 1.821 casos da doença neste ano. No último relatório da Dive/SC, divulgado em 12 de setembro, o número era de 1.805. O levantamento leva em conta o período entre 30 de dezembro de 2018 e 21 de setembro de 2019.

Dos 16 novos casos confirmados, 14 foram autóctones (com transmissão dentro do Estado). Eles foram registrados nas cidades de Camboriú (4), Bombinha (4), Itajaí (2), Blumenau (1), Florianópolis (1), Navegantes (1) e Porto Belo (1). Os outros dois, ambos importados (transmissão fora de SC), foram registrados na Capital.

Do total de casos confirmados até o momento, 1.622 são autóctones, 138 são importados, 52 são indeterminados e 9 estão em investigação.

Ainda conforme a Dive/SC, Itapema, com 696 casos autóctones, Camboriú, com 373, e Porto Belo, com 109, apresentam uma epidemia da doença. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o nível de transmissão é considerado epidêmico quando a taxa de incidência é maior que 300 casos por 100 mil habitantes.

No Estado, 94 cidades permanecem sendo consideradas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti, o que representa um incremento de 27% em relação ao mesmo período de 2018, que registrou 74 municípios nessa condição.

Municípios considerados infestados pelo mosquito:

mapa dive-sc
(Foto: )

Sintomas

Segundo a Dive/SC, normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40° C) de início repentino e com duração de 2 a 7 dias, associada à dor de cabeça, fraqueza, a dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos. O órgão explica ainda que em 50% dos casos manchas pelo corpo estão presentes, especialmente no rosto, tronco, braços e pernas. Perda de apetite, náuseas e vômitos. A recomendação é quem tiver esses sintomas deve procurar imediatamente o serviço de saúde e, caso já tenha sido atendido antes, deve voltar.

Prevenção

- Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;

- Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;

- Mantenha lixeiras tampadas;

- Deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;

- Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;

- Trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;

- Mantenha ralos fechados e desentupidos;

- Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;

- Retire a água acumulada em lajes;

- Dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;

- Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;

- Evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;

- Denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde.

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