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Doenças respiratórias: os riscos e como se prevenir das mudanças no tempo

As internações por doenças respiratórias praticamente dobram no inverno, afirma o médico hospitalista Alexandre Sawada 

26/06/2019 - 15h51 - Atualizada em: 27/06/2019 - 20h42

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Por Camila Levien
Mudanças simples na rotina podem garantir menos riscos de contágio
Mudanças simples na rotina podem garantir menos riscos de contágio
(Foto: )

As Doenças Respiratórias Crônicas (DRC) representam hoje a terceira causa de mortes no Brasil, ficando atrás apenas dos problemas cardiovasculares e dos cânceres, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em Santa Catarina os problemas respiratórios são responsáveis por 11% das mortes causadas por doenças não transmissíveis, de acordo com o último relatório realizado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC).

Segundo o médico hospitalista Alexandre Sawada, não existem grandes alterações quando se vai do frio para o calor, e sim na situação contrária, que proporciona um ambiente propício para a multiplicação de vírus. A queda nas temperaturas praticamente dobra o número de internações por doenças respiratórias em Santa Catarina e o que chama atenção é o motivo: a maioria dos casos está relacionado a gripe.

— Enquanto no verão internações hospitalares por esse motivo são raras, no inverno elas são frequentes, especialmente entre idosos e crianças — comenta Sawada

Alexandre Sawada explica que diferente do que é disseminado pelo senso comum, doenças respiratórias mais graves como bronquite e asma não são as únicas vilãs da estação. A rinite alérgica tem alta incidência - afeta cerca de 20 a 25% da população, de acordo com o MS - e é um facilitador de doenças típicas de inverno.

— A rinite inflama a mucosa nasal, que é responsável por ser como um filtro da nossa respiração. Sem ela funcionando corretamente o paciente tem um grande desconforto e fica mais suscetível a outras doenças, como é o caso da sinusite — explica Alexandre

Incidência de doenças respiratórias em SC

A última pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde sobre o tema no Estado, demonstrou que as doenças respiratórias predominam em dois pontos com alta emissão de monóxido de carbono: no Sul onde coincide com a presença de indústrias de extração de carvão e no Norte, onde há grande atividade industrial.

Prevenção

Mudanças simples na rotina podem garantir menos riscos de contágio. O médico Alexandre Sawada explica que as chamadas doenças respiratórias não são apenas as consideradas crônicas,como asma e bronquite, englobam todas aquelas que são transmitidas pelas vias aéreas. Um exemplo é a meningite que não afeta diretamente o pulmão, mas é transmitida desta forma.

Por isso Sawada ressalta a importância da "etiqueta da tosse", que consiste no ato de cobrir a boca e o nariz com o braço durante a tosse e em sequência lavar as mãos. Além deste, outros cuidados são fundamentais para manter a saúde no inverno. São eles:

- Não tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies potencialmente contaminadas (corrimão, bancos, maçanetas etc);

- Lavar as mãos com água e sabão várias vezes ao dia;

- Evitar aglomerações e ambientes fechados, procurando manter os ambientes ventilados;

- Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.

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