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Dois novos casos importados de dengue são confirmados em Joinville

Em 2019, já foram encontrados 2.886 focos do mosquito transmissor em Joinville

05/12/2019 - 16h20 - Atualizada em: 05/12/2019 - 16h33

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Redação
Por Redação AN
foto mostra mosquito transmissor da dengue
O mosquito transmissor da doença é o Aedes aegypti
(Foto: )

A Secretaria da Saúde de Joinville confirmou dois novos casos importados de dengue. As pessoas que contraíram a doença são moradores do bairro Jarivatuba e foram infectados no estado do Paraná, durante uma viagem. O casal desenvolveu sintomas brandos da doença e passa bem.

Com os dois novos casos registrados, Joinville contabiliza 14 casos importados de dengue apenas neste ano, além de outros três casos autóctones da doença, com transmissão dentro do município. O que preocupa, segundo Nicoli dos Anjos, coordenadora do Serviço de Vigilância em Saúde, é o grande número de focos do mosquito Aedes aegypti em Joinville, que neste ano já chega a 2.886.

O aumento do número de focos do mosquito vem desde o ano passado. Em 2017, a cidade registrou 292 focos, subindo para 806 em 2018. Neste ano, o total de focos já é três vezes e meia maior que o total do ano passado e quase dez vezes o total de 2017.

Os bairros mais infestados pelo mosquito são o Boa Vista, com 415, Itaum, com 256, Fátima, com 250, Bucarein, com 190, Guanabara, com 177, e Jarivatuba, com 157 focos.

— Os moradores do bairro Jarivatuba devem ficar em alerta para os sintomas da dengue, já que o bairro tem um grande número de focos do mosquito e teve o registro de dois casos importados recentemente — informa Nicoli.

Os principais sintomas da dengue são febre alta, dor de cabeça e atrás dos olhos, e dor muscular intensa.

— Com o aumento do trânsito de pessoas, por causa das festas de fim de ano, e o alto número de focos do mosquito, podemos ter a transmissão dentro da cidade novamente — conta.

Para que isto não aconteça, é necessária a eliminação dos possíveis criadouros do mosquito, não permitindo que eles se reproduzam.

— Precisamos de uma intensificação da rotina dentro de casa de vistoriar os potinhos e recipientes que podem juntar água parada. Os ovos do mosquito podem ficar hibernados por até 500 dias e eclodir na presença de água — destaca Nicoli, que também chama a atenção para a necessidade de utilizar esponja para fazer a limpeza e remoção dos ovos depositados nos recipientes com água parada.

O Aedes aegypti tem como criadouros os mais variados recipientes que possam acumular água parada. Os mais comuns são pneus sem uso, latas, garrafas, pratos dos vasos de plantas, caixas d’água descobertas, calhas, piscinas e vasos sanitários sem uso. A fêmea do mosquito também pode depositar seus ovos nas paredes internas de bebedouros de animais, em ralos desativados, lajes e em plantas como as bromélias.

Para quem tem a suspeita de algum foco do mosquito, basta ligar para a Ouvidoria da Prefeitura de Joinville, no telefone 156, e fazer a denúncia. Caso o foco do mosquito seja confirmado, o proprietário ou morador recebe orientações e, se não as seguir, fica sujeito a multa de 2 a 10 UPM’s (Unidade Padrão Municipal). Em dezembro, a UPM é R$ 294,95.

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