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Infraestrutura

Duplicação do Eixo Industrial, licitada há dois anos, não tem data para começar em Joinville 

Recurso ainda não está garantido, Estado realiza tratativas para incluir a obra em financiamento com o BNDS

12/04/2019 - 06h53 - Atualizada em: 12/04/2019 - 07h04

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Gabriela
Por Gabriela Florêncio
Recurso ainda não está garantido, Estado realiza tratativas para incluir a obra em financiamento com o BNDS
Recurso ainda não está garantido, Estado realiza tratativas para incluir a obra em financiamento com o BNDS
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Dois anos após a assinatura do Governo do Estado que liberava a abertura do edital para contratação da empresa que executaria as obras de duplicação do Eixo Industrial Norte, as máquinas ainda estão longe de aparecer na principal via de acesso à região que concentra a maioria das indústrias de Joinville.

Diariamente, cerca de 20 mil veículos – entre motos, carros e caminhões – passam pelo local. O movimento na via é intenso, não só por ser um dos acessos da BR-101 à cidade, mas também pela sua importância logística para as indústrias da região.

Atraso na duplicação do Eixo Industrial afeta economia de empresas em Joinville

A relevância deste trajeto – que tem como nome oficial rodovia 101A e está sob administração do Estado – para a economia e os problemas que ela apresenta estão entre os temas para votação do público no Compromisso JA de 2019. Esta é uma bandeira editorial do Jornal do Almoço, da NSC TV, que elenca assuntos considerados prioritários para terem cobertura especial ao longo do ano.

Com o edital aprovado em 11 de abril de 2017, lançado em julho do mesmo ano e empresa vencedora já escolhida, as obras de duplicação do Eixo Industrial tinham previsão de início há dois anos. Entretanto, não houve liberação de recursos para execução das obras, nem data para que o financiamento aconteça.

O Eixo Industrial Norte tem cinco quilômetros. Ele começa no viaduto do quilômetro 33 da BR-101, passa pela rua Hans Dieter Schmidt e termina no trevo com a Dona Francisca. Quem trafega todos os dias, reclama do alto fluxo de veículos, já que há apenas duas pistas para a demanda de trânsito.

A melhora no fluxo e, como consequência, o incremento na economia das indústrias e da comunidade são os principais argumentos de entidades e especialistas quem levantam a bandeira da duplicação do trecho.

— A logística tem impacto significativo em relação à movimentação de produtos. Como nossa matriz de transporte está focada no transporte rodoviário, más condições nas rodovias levam a um maior custo para as empresas e para o consumidor final — explica a professora de engenharia de tráfego da UFSC, Christiane Wenck.

Além da comunidade, os problemas no eixo ainda afetam diretamente o desenvolvimento das companhias. Levantamento da Associação Empresarial de Joinville (Acij) calcula que cerca de 40% dos produtos fabricados na cidade sejam transportados pelo Eixo Industrial.

Segundo levantamento da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), realizado em 2016, o transporte de cargas por estradas em péssimo estado de conservação aumenta o custo operacional das cargas em 30,8%. O estudo levava em consideração a condição do pavimento e o impacto gerado pelas despesas com transporte.

Rodovia tem buracos na pista e falta de acostamento
Rodovia tem buracos na pista e falta de acostamento
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Recursos não estão garantidos

O orçamento de 2017, quando o edital da duplicação foi lançado, previa investimento de aproximadamente R$ 50,4 milhões. Há tratativas para incluir a obra em financiamento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS), mas não há prazo para a negociação por esta linha de crédito.

Em nota, A Secretaria de Estado da Infraestrutura informou à reportagem que a manutenção das rodovias estaduais, caso da 101A, está sendo realizada com serviços de tapa buracos, roçada e limpeza de sarjeta. Além disso, o contrato com a empresa responsável pela obra já está assinado e está no BNDES aguardando a liberação dos recursos.

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