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Entrevista 

Eleições 2018: "A eleição de 2014 foi uma fraude", diz Marina Silva 

A pré-candidata recebeu a equipe da NSC Comunicação com exclusividade em Brasília

25/06/2018 - 03h00 - Atualizada em: 25/07/2018 - 18h19

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Por Redação NSC
(Foto: )

Marina Silva vive o mesmo sentimento pela terceira vez em oito anos: prepara-se para disputar o cargo de presidente da República. Fez o mesmo em 2010 e em 2014. Defensora da Operação Lava-Jato, considera que as investigações ajudaram a mostrar esquemas de corrupção envolvendo lideranças do PT, do MDB, do DEM e do PSDB.

A pré-candidata à Presidência do Brasil nas eleições de 2018 pela Rede, partido que ajudou a criar, tem pela frente o desafio de poucos recursos e apenas oito segundos de propaganda eleitoral. Acredita na força da internet e na campanha de boca a boca para receber o voto dos eleitores.

O estilo delicado de Marina dá espaço à contundência quando fala da última disputa eleitoral para o Palácio do Planalto. Ela usa palavras como mentira, fraude, abuso de poder econômico e caixa 2 para descrever a eleição de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), mas que ela até hoje parece não ter digerido. Marina recebeu a equipe da NSC Comunicação com exclusividade em Brasília. Confira:

O que a incomodava no governo do PT a ponto de a senhora sair do projeto?

Fui ministra do Meio Ambiente durante cinco anos e meio e enquanto eu tive liberdade para cumprir com a agenda ambiental sem ter interferência no plano que nós estabelecemos para a pasta, baseado em quatro diretrizes: controle de participação social, apoio às atividades produtivas sustentáveis, combate às práticas ilegais e fortalecimento do sistema nacional de meio ambiente. Enquanto me senti à vontade para cumprir o plano que estabelecemos, ficamos no governo. Quando as coisas começaram a tomar um rumo diferente, pedi para sair. Saí por livre e espontânea vontade e na hora que achei que já não era mais compatível com aquilo que eu tinha me proposto a fazer junto com a minha equipe na área ambiental do país.

No momento em que a senhora deixou o cargo, imaginava que o governo do PT poderia cair por terra como acabou caindo?

O Mensalão foi um momento difícil, obviamente, e um indicador de que algumas coisas estavam indo pelo caminho errado. Como na verdade hoje a Operação Lava-Jato mostra que esses erros só se aprofundaram.

O impeachment de Dilma Rousseff foi golpe?

Não. Teve base legal e eu sempre disse isso. Quando firmamos a nossa posição favorável ao impeachment eu dizia que ele tinha legalidade, não é golpe, mas que não iria alcançar a finalidade porque Dilma e Temer (Michel, presidente da República) são faces da mesma moeda. E, como costumamos dizer no Norte, “angu do mesmo caroço”. Eles fizeram desvios éticos juntos dentro do governo, PT e MDB, e ganharam uma eleição juntos. Mentindo, inclusive para a sociedade brasileira dizendo que não tinha crise, e obviamente que é preciso ter muita crença a achar que o Temer seria a solução para fazer a transição até 2019. Por isso que eu defendia que o impeachment não era golpe, mas que se deveria cassar no Tribunal Superior Eleitoral a chapa Dilma/Temer. Infelizmente, o PT, o MDB e o PSDB se juntaram contra a decisão de que fosse feita a cassação e obviamente que numa decisão do TSE eles foram isentos dos graves crimes que cometeram durante as eleições de 2014. A eleição de 2014 foi uma fraude porque houve abuso do poder econômico, caixa 2 com dinheiro da corrupção e porque foi com base na mentira que eles ganharam.

A senhora chegou a trabalhar com Dilma. Na época, essas características negativas não ficavam evidentes?

A Dilma era ministra de Minas e Energia e cumpria com as obrigações da pasta dela. As interações que tivemos foram institucionais e cumprindo agendas que foram importantes, como por exemplo a criação de novas regras de licenciamento para blocos de petróleo e gás. Quando ela foi para a Casa Civil, algumas divergências começaram a se explicitar, sobretudo na agenda do licenciamento. Mas obviamente que durante o tempo em que estivemos juntas, tínhamos uma relação de respeito. Costumo não confundir divergências políticas com desavenças pessoais.

Há três semanas o país parou por causa de uma paralisação dos caminhoneiros. Se a senhora estivesse no comando do país naquele momento, que atitudes teria tomado para resolver a crise?

Temos que olhar a crise de fato como grave em função de um problema de prejuízos para a economia e para a população brasileira. Isso precisa ser visto dentro de um contexto maior. Se eu fosse presidente da República naquele momento, teria feito aquilo que qualquer presidente deve fazer: tentar se antecipar aos fatos. Os caminhoneiros apresentaram uma pauta para o governo que ele ignorou, não se antecipou em negociar. O governo tem mecanismos inclusive para manejar a questão da elevação do dólar. A Petrobras importa parte do combustível, em torno de 20%, mas 80% são produzidos aqui. Naquilo que é produzido aqui, é possível assimilar parte do aumento para não ter que passar o aumento do combustível quase todo dia para o consumidor. E mais ainda, pensar medidas estruturais. Por exemplo: boa parte do custo do combustível tem a ver com tributos.

Quais as medidas podem ser tomadas para diminuição dos custos?

Nosso senador (Randolf Rodrigues) apresentou uma proposta para que os Estados só pudessem tributar os combustíveis em até 18% no ICMS. São saídas estruturantes. Mas tem que se pensar em uma saída mais estruturada para não ficar refém. Isso foi um erro histórico do Brasil de ficar refém de um único modal de transporte. São necessárias outras alternativas (rodovias, hidrovias e ferrovias). Quando você deixa um país com 8 milhões de quilômetros quadrados e 200 milhões de brasileiros dependendo de um único meio de transporte, você vulnerabiliza a economia, a sociedade e o próprio governo.

De que forma o seu plano de governo contempla a política de preços dos combustíveis e o comando da Petrobras?

O comando da estatal tem que ser técnico e ético. Não se pode fazer da Petrobras um biombo político para que partidos políticos inescrupulosos, como aconteceu com o PT e o MDB, façam um assalto nas diretorias que ocupavam. É necessário preencher esses espaços utilizando critérios de comitê de buscas. Quando eu fui ministra do Meio Ambiente, que criamos o Instituto Chico Mendes da Biodiversidade, nós preenchemos as diretorias do instituto e a própria presidência mediante um concurso transparente, aberto, com especialistas. O que se quer não é um apaniguado político, é alguém que, de fato, tenha competência técnica e compromisso ético de dar conta da missão. Então, concluí que são necessários critérios técnicos para a escolha da presidência fazendo com que continue sendo uma empresa eficiente, mas que não vire um biombo de corrupção.

Alguns pré-candidatos à presidência falam que a Lava-Jato contribuiu para a judicialização da política. A senhora concorda?

A Lava-Jato é uma das maiores contribuições que temos no Brasil desde a reconquista da democracia. Eu fico imaginando: se não fosse a Lava-Jato e o expediente da colaboração premiada, como estaríamos? Quantos bilhões foram roubados na Petrobras, nos fundos de pensão, no BNDES, no Banco do Brasil, na Caixa Econômica Federal, em Belo Monte? Será que as pessoas acham que a Justiça, quando faz o seu trabalho de desmontar as quadrilhas, está prejudicando a política? Ou foram os políticos que prejudicaram a política fazendo coisas que não se deve na política? A política não é um lugar para se ter ascensão econômica nem amealhar patrimônio. A política é um lugar onde você pode até ter prestígio político, credibilidade, popularidade, mas jamais um aumento de patrimônio. Quem fez da política um negócio é quem está fazendo com que a Justiça tenha que agir. Ou as pessoas querem blindar os crimes praticados pelos políticos? Então, pode investigar empresários, trabalhadores e homens comuns, mas políticos que roubam o orçamento público devem ficar blindados porque senão a Justiça está criminalizando a política? Se o político não cometer nenhum crime, não tem porque ser investigado. Basta ver quantos políticos estão aí que não estão na Lava-Jato.

Pesquisas eleitorais recentes mostram a sua pré-candidatura na terceira posição, com 16% das intenções de voto. Está satisfeita com esse desempenho?

Eu imagino ter sempre o tamanho que o povo brasileiro democraticamente dá aos candidatos. E isso é um processo de debate, de conquista, de demonstrar para as pessoas as propostas. De as pessoas poderem analisar as trajetórias, de poder levar algumas reflexões. Por exemplo, será que são aqueles que criaram o problema que vão resolvê-lo? Quem trouxe o país para essa situação? PT, MDB e PSDB. Será que são eles mesmos que vão resolver o problema? Será que resolvemos o problema da segurança pública distribuindo armas para as pessoas? Será que essa é a forma de resolver a violência ou de aumentar a violência? As pesquisas refletem o momento. E obviamente que, durante o processo, os cidadãos vão se convencer de democraticamente intencionar o seu voto a quem acham que pode ajudar a melhorar o Brasil. De uma coisa estou convicta: entrei pela terceira vez para unir as pessoas a favor do Brasil e mesmo com apenas oito segundos de televisão eu tenho certeza de que dessa vez a postura dos brasileiros vai derrotar as velhas estruturas. Eles se uniram no Congresso Nacional para fazer uma reforma eleitoral de encomenda para evitar que a sociedade faça a mudança que ela quer fazer desde 2010. Quem pensa que quem criou o problema vai resolver o problema vai continuar se enganando. Mas eu sei que nós estamos aprendendo e aprendendo muito.

Como fazer uma boa campanha com tão pouco tempo de televisão?

Conversando com as pessoas. Dialogando como estamos fazendo agora. Pedindo às pessoas que na internet e nos meios de que dispõem divulguem a nossa mensagem. É o que temos. Infelizmente, foi feita uma lei para tentar me deixar do lado de fora. Só o povo brasileiro pode me ajudar a participar do processo político. Estou fazendo uma campanha sem tempo de televisão, sem dinheiro, uma campanha franciscana. É uma luta de Davi contra Golias. Mas o grande Davi (povo brasileiro) pode derrotar os Golias, que se reuniram no Congresso para evitar que alguém que apoia a Lava-Jato possa ser vitorioso. Eles podem estar divergindo de muitas coisas, mas numa coisa eles (PT, MDB, PSDB e seus satélites junto do DEM) estão unidos: querem acabar com a Lava-Jato. E é por isso que fizeram as leis dessa forma. Só o povo brasileiro pode superar esses obstáculos que foram criados. É difícil, mas não é impossível.

Recentemente, o Supremo Tribunal Federal tomou uma decisão proibindo a condução coercitiva em investigações. Qual sua opinião sobre isso?

Estamos em um debate que é muito delicado. A Lava-Jato conseguiu dar uma grande contribuição para a sociedade brasileira e existe uma parte que fica incomodada com o protagonismo da Justiça, do Ministério Público, da Polícia Federal. Precisamos fazer um debate sobre como aperfeiçoar o mecanismo para que se combata a corrupção institucional e sistêmica que temos hoje no Brasil. Aqueles que cometem crime, têm colarinho branco? Há uma preocupação generalizada se eles devem ou não ser punidos. Quando se trata de punir os mais pobres, a gente não tem esse mesmo tipo de comoção. E nós queremos uma Justiça que assegure o direito, a defesa dos Direitos Humanos, estamos numa democracia onde o estado democrático de direito funciona plenamente. Mas aqueles que assaltaram os cofres públicos agora estão pagando por seus crimes. E esse mecanismo tem que ser aperfeiçoado para que consigamos melhores resultados. É um debate que deve partir inclusive do próprio Judiciário. Como é que a gente aperfeiçoa esse mecanismo? Inclusive o mecanismo da colaboração premiada para que ele consiga alcançar mais e mais aqueles que entram na política não para servir, mas para se servir do direito público.

Acredita que o Lula é carta fora do baralho na eleição?

A Justiça tem que ser aplicada para todos. A Lei da Ficha Limpa diz que ninguém que é condenado em segunda instância pode concorrer. Não se pode ter dois pesos e duas medidas. Alguém deve ficar feliz com isso? Obviamente que não. Mas não podemos adaptar as leis em função das pessoas, senão criamos uma Justiça de conveniência.

Pessoas que ajudaram a criar o Plano Real e o Bolsa Família estão trabalhando na sua campanha. De que forma a experiência com planos do passado pode ajudar a construir um novo modelo?

O Plano Real é uma conquista da sociedade brasileira que começou no governo de Fernando Henrique Cardoso e teve a contribuição do PSDB. Mas nós temos que acabar com a história de partidarizar e fulanizar as conquistas no Brasil. Aquilo que é bom para o Brasil não pode ser desmontado só porque foi feito nesse e naquele governo. Isso é uma visão atrasada. Desde 2010 que eu estou dizendo que ganhando nós manteremos o Plano Real e, não por acaso, um dos meus grandes colaboradores é o André Lara Resende junto do Eduardo Gianetti da Fonseca. A mesma coisa nas políticas sociais. Transferência de renda para as famílias pobres, como o Bolsa Família, é um excelente programa. Temos que dar um passo à frente. Além de cuidar dos que vivem em situação de vulnerabilidade, que precisam de uma renda para sobreviver com alguma dignidade, investir em saúde, educação, geração de emprego para que as filhas do Bolsa Família não se transformem em mães do Bolsa Família. Nós vamos manter esse programa, recuperar os programas sociais que foram perdidos graças à política da ex-presidente Dilma que levou o país para essa situação em termos econômicos, juntamente do Michel Temer. Vamos recuperar as contas públicas para voltarmos a investir. Isso não acontece da noite para o dia, mas um grande passo é ter um governo que seja capaz de ter credibilidade, autoridade e que os investidores saibam que vão investir sem políticos querendo ser corrompidos para poder aprovar um projeto. E sobretudo sermos capazes de dar início a um novo ciclo de prosperidade no Brasil com investimentos na indústria, na agricultura, na prestação de serviços e incentivando cada vez mais a dinamização das várias fontes de crescimento que o Brasil tem. O país pode crescer graças às commodities de minério e agrícola, com base nos usos sustentáveis dessas fontes de geração de riqueza e emprego. Pode crescer na oferta de serviços, sendo voltados para o turismo. E outra alternativa é o crescimento graças a uma indústria que seja capaz de se tornar competitiva e se integrar às cadeiras produtivas globais. Somos um país que precisa se desenvolver de forma sustentável economicamente, transformando as nossas vantagens comparativas em vantagens competitivas. Com sustentabilidade social, evitando que apenas o 1% mais rico fique com 48% da riqueza, enquanto metade da população mais pobre fica com apenas 3%. Ofertando serviços de qualidade, saúde e educação, para que os nossos jovens tenham uma oportunidade na vida. Incentivando o empreendedorismo de toda a natureza, inclusive os empreendedores populares, das comunidades mais pobres que não tem acesso a uma linha de crédito para montar uma padaria, um salão de beleza, comprar um carrinho de pipoca.

É a terceira vez que a senhora vai concorrer à presidência da República. Por que essa é diferente das demais?

A cada quatro anos cada cidadão tem o direito de demitir pelo seu voto aqueles que não estão prestando um bom serviço para a sociedade e admitir aqueles que podem prestar um bom serviço. Estou à disposição da sociedade para ser admitida. Agora o povo brasileiro tem uma diferença: antes, boa parte de tudo isso que a Lava-Jato mostrou as pessoas não sabiam. Não sabiam o quanto PT, MDB, PSDB e DEM estavam até a raiz do cabelo envolvidos em gravíssimos casos de corrupção. Agora, a população sabe. A grande questão é o que as pessoas vão fazer com essa verdade. Vão continuar acreditando que aqueles que criaram o problema é que vão resolver os problemas? É uma decisão da sociedade. Vamos fazer uma campanha bonita, sem ódio, sem rancor. Será franciscana. Andando de avião de carreira, às vezes se hospedando na casa de amigos, pegando voos baratos, acordando às 4h para chegar no aeroporto às 5h. Mas isso é bonito. Se ganhar, será uma notícia importante para o mundo: no Brasil, depois de tantos anos ganhando eleições a custa de estruturas faraônicas de dinheiro, venceu uma brasileira professora, ex-seringueira, mulher, negra, graças à consciência brasileira.

No desenho de uma eleição de extremos, como traçar um perfil de conciliação?

Sendo conciliadora. Isso para mim não é uma estratégia, é o que eu vivo. Eu acredito que possamos fazer qualquer coisa boa juntando as pessoas para combater o adversário. Conseguimos as coisas boas juntando as pessoas para ser a favor das ideias e prática que acreditamos. Não é um discurso, é uma prática de vida. Ninguém vai me ver agredindo o Ciro (Gomes), o Alckmin (Geraldo), o Bolsonaro (Jair) ou o Álvaro (Dias). Eu sei separar as pessoas das ideias e das propostas, até porque quero terminar a eleição vendo o Brasil unido. Não quero ganhar para depois conclamar a união de todos. E quero ganhar que mesmo aqueles que são meus adversários, pessoas do bem, não corruptas, poderão dialogar comigo porque eu não os tratei de forma mentirosa, caluniosa durante a disputa eleitoral.

Que outra candidatura posta no cenário se assemelha mais com a sua?

No primeiro turno, cada candidato apresenta a sua singularidade. No segundo turno é que vamos verificar quais são as identidades programáticas. Defendo o fim do presidencialismo de coalizão. Quero um presidencialismo de proposição, em que se acompanha o governo com base no programa. Defendo uma governabilidade no Congresso que não seja com base no toma lá da cá, com base no aliciamento de votos. Defendo uma reforma política que acaba com a reeleição e põe o mandato para cinco anos a partir de 2022 em que eu terei apenas quatro anos porque não se muda as regras do jogo durante o jogo. Defendo que devemos preencher parte dos cargos públicos, inclusive com a contribuição da sociedade. Quem disse que só tem gente boa nos partidos? A academia está cheia de gente boa. Quem perde é a sociedade.

Recentemente a senhora se reuniu com o comandante do Exército brasileiro, general Eduardo Villas Boas. Quais as demandas recebeu e o que pensa sobre os pedidos de intervenção militar?

Estamos vivendo uma situação dramática no país, de crise, de desilusão. Mas não devemos considerar as saídas autoritárias. Aqueles que são saudosistas da ditadura, contrários à democracia, estão sabotando o que conquistamos. As pessoas sabem o que significa ter um direito de escolher seus governantes, de manifestar sua opinião contrária aos governantes. Isso só se consegue na democracia. As ditaduras, por natureza, são estruturas que abafam a consciência e o direito legítimo de as pessoas expressarem sua opinião. Não queremos, em hipótese nenhuma que esses saudosistas possam fazer algum tipo de aventura à nossa democracia. O general está conversando com todos os pré-candidatos e ele apresenta as ideias das Forças Armadas de as atribuições constitucionais. Que os governos cumpram o que está na Constituição para equipá-las.

Confira a entrevista em vídeo:

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