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Eleições 2020: proposta defende adiamento para novembro

Mudança da data precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para começar a valer

17/06/2020 - 11h58 - Atualizada em: 17/06/2020 - 13h21

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Por Carolina Marasco
Presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, em reunião sobre adiamento das Eleições 2020
Presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, em reunião sobre adiamento das Eleições 2020
(Foto: )

Líderes políticos e especialistas em saúde participaram de uma reunião virtual nesta quarta-feira (17) para discutir o adiamento das Eleições 2020 em razão da pandemia causada pelo coronavírus. Os participantes do encontro concordaram em elaborar proposta para o adiamento do pleito para novembro deste ano. 

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Ainda de acordo com a proposta, a data deve ser definida pelo Congresso Nacional em um intervalo que varia entre os dias 15 de novembro e 20 de dezembro. Os parlamentares que participaram do encontro pediram para que Congresso decida o quanto antes sobre o adiamento das Eleições 2020 ou sobre a permanência da data. 

O líder do MDB na Câmara dos Deputados, deputado Baleia Rossi (SP), sugeriu que o legislativo vote a proposta de adiamento até o dia 30 de junho para que os partidos e candidatos possam se adequar aos novos prazos.  

- Agora cabe, sob a coordenação do Congresso, tramitar a matéria para que a gente consiga decidir o mais rápido possível para tirar a insegurança por parte de todos os candidatos na eleição de mais de cinco mil município - disse o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, sobre a votação.

Segurança das Eleições 2020 foi debatida

As sugestões para elaboração de protocolos e sistemas de segurança sanitária a serem adotados no dia da eleição estão sendo discutidos com os presidentes das duas Casas e especialistas, segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso. 

Medidas como prolongamento do horário de votação, distanciamentos de eleitores, definição de horários específicos para população vulnerável, treinamento e simulação sobre medidas de higiene para todos que vão trabalhar e aumento dos locais de votação para evitar aglomerações já estão em estudo. 

Especialistas e políticos juntos no debate

A reunião virtual desta terça contou com a participação de médicos e cientistas como David Uip, Clovis Arns da Cunha, Esper Kallas, Ana Ribeiro, Roberto Kraenkel, Paulo Lotufo, Gonzalo Vecina, e Atila Iamarino. Cada especialista falou sobre o quadro atual e da perspectiva para os próximos meses em relação à evolução e controle da doença.

Para o presidente do Senado, David Acolumbre, há um significado simbólico no fato de ouvir os representantes do povo, o que demonstra o respeito do TSE pelo Parlamento ao envolver todos nessa discussão desde o ponto de partida até a solução. O debate contou com a participação do presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, do vice-presidente do tribunal, Edson Fachin, do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e de líderes partidários das duas Casas legislativas. 

*Com informações da Agência Senado

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