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    Paralisação

    Em dia de greve no transporte público da Grande Florianópolis, usuários aguardam chegada de vans e caronas 

    Prefeito de Florianópolis, Cesar Sousa Júnior, pediu paciência a comunidade e disse estar confiante de que a paralisação termine ainda hoje

    31/05/2016 - 04h59 - Atualizada em: 31/05/2016 - 07h23

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    Por Redação NSC
    (Foto: )

    Com a deflagração da greve de ônibus na região da Grande Florianópolis, os usuários do transporte público tiveram que buscar alternativas para chegar no trabalho na manhã desta terça-feira. Nos terminais de integração de Florianópolis, era possível ver somente poucos trabalhadores da Cotisa. Nos pontos de ônibus, as pessoas aguardavam as poucas vans disponibilizadas pela Prefeitura de Florianópolis.

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    No Terminal no Centro, havia um movimento leve de passageiros por volta das 6h. Muitos chegavam de viagem da Rodoviária Rita Maria e foram pegos desprevenidos. Também havia muitos casos de trabalhadores do turno da noite, que pela manhã aguardavam uma alternativa para voltar para casa:

    — Trabalhei das 22h às 6h no Centro, agora estou esperando chegar uma van para ir para casa, no bairro Capivari de Baixo, no Norte da Ilha — contou Hadder Fernandes.

    O vigilante Rodrigo Vieira Emboava também estava na mesma situação:

    — Saí do trabalho às 7h, agora estou tentando contato com a empresa para ver se eles têm um carro para me dar carona. Acho que os trabalhadores podem reivindicar seus direitos, mas não acho certo prejudicar toda a população _ comentou.

    A Prefeitura de Florianópolis havia anunciado que o sistema de vans como transporte alternativo começaria a funcionar às 5h30, porém somente por volta das 6h30 os primeiros veículos e fiscais da prefeitura chegaram no Ticen. Os usuários reclamaram da falta de organização:

    — Estou há mais de uma hora esperando para ir para a Barra da Lagoa. As vans que param aqui só vão até a Lagoa — reclamou um senhor enquanto esperava debaixo da passarela do Rita Maria.

    Norte da Ilha

    Na porta das empresas Canasvieiras e Transol, o dia começou cedo. Às 4h50, um grupo de motoristas e cobradores já estavam reunidos em frente às empresas, para evitar tumultos e impedir que os ônibus fossem tirados das garagens. Eles fizeram questão de afirmar que todos os colegas estavam de acordo com a paralisação e que a luta deles é por todos, não por um grupo mínimo.

    Alguns trabalhadores ressaltaram, ainda, que além do salário defasado, eles lutam também por melhores condições de trabalho, o que seria um direito deles e dos próprios passageiros, quem eles acreditam que deveriam se manifestar, porque com ônibus sucateados, todos estão em risco.

    Em alguns carros, o painel está caindo, o cinto de segurança do motorista não dá nenhuma "segurança" e os bancos dos passageiros estão soltos. Sem falar que, quando chove, a água vaza para dentro dos veículos.

    Nas ruas e terminais no Norte da Ilha, as pessoas já estavam preparadas para a greve. Nos pontos onde deveriam passar os ônibus, os passageiros aguardavam pacientemente as vans enviadas pelas próprias empresas para levar seus funcionários.

    Na porta do Tican, somente uma pessoa não sabia da greve e mais uma não estava a espera de carro marcado.

    O aposentado Luiz Carlos Meneguzzi, de Brasilia, havia acabado de chegar do Rio Grande do Sul e estava tentando ir até Canasvieiras, onde tem um apartamento. O jeito foi esperar uma van.

    Já a dona de casa Maria Alves dos Santos precisava ir até o Cepon, onde tinha marcado uma pequena cirurgia. Enquanto conversava com a reportagem, dona Maria conseguiu uma carona que a deixaria na esquina do hospital, que fica no bairro Itacorubi.

    Terminal da Trindade

    No Terminal de Integração da Trindade (Titri), apenas alguns funcionários da vigilância e da limpeza circulam no local pela manhã. Alguns usuários desavisados chegaram na expectativa de embarcar.

    — Tinha exames para fazer no Estreito, além do aniversário da minha sobrinha, com um almoço especial ao meio-dia. O jeito é ir de táxi — lamentou a dona de casa Maurícia Bonan, 55 anos.

    Nágila Souza Costa, 23 anos, trabalha com geoprocessamento em uma empresa em São José e também foi surpreendida ao chegar ao Titri, onde pegaria condução até o Centro e, depois, até o Continente.

    — Já vi outras greves, mas é a primeira vez que só fico sabendo em cima da hora — contou.

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    Em entrevista na manhã de hoje para o Bom dia SC, o prefeito de Florianópolis, Cesar Sousa Júnior, pediu paciência a comunidade e disse estar confiante de que a paralisação termine ainda hoje.

    — Quem puder evitar no dia de hoje o transporte, evite [...]. É um momento difícil que a prefeitura busca ao longo do dia poder resolver, e eu tenho muita convicção que até o fim do dia vamos resolver sim e vamos e vamos retornar o nosso transporte — afirmou Sousa.

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    Os grevistas passaram a noite na tenda montada na Praça de Lutas, ao lado do antigo terminal de integração. Na manhã desta terça, o dirigente sindical Deonísio Linder disse que não foi possível evitar a greve:

    — Na reunião de ontem teve avanço na questão do estacionamento para os ônibus e também em um banheiro, que falaram que dentro de um mês vão construir ao lado da Cotisa. Mas acreditamos que é possível termos aumentos, pois no setor de transportes não tem crise. Aumentou o valor da passagem e aumentou o número de passageiros _ afirmou.

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