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Em Florianópolis, Raquel Dodge evita falar sobre sucessão no MPF

Procuradora-geral da República participa de solenidades na Capital de SC e sobrevoou o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro

19/11/2018 - 15h02 - Atualizada em: 19/11/2018 - 15h03

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Por Redação NSC
(Foto: )

Em passagem por Florianópolis nesta segunda-feira, onde participa de solenidades do Ministério Público Federal, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, preferiu não comentar as especulações sobre seu futuro no MPF durante o governo de Jair Bolsonaro (PSL). Embora tenha mais 10 meses de mandato à frente da instituição, o nome de Raquel Dodge é considerado pouco provável para a recondução ao cargo devido à falta de proximidade com o presidente eleito.

Em abril, ela denunciou Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) por racismo e manifestação discriminatória contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e LGBTs. O STF rejeitou a denúncia.

— Continuo fazendo o meu trabalho do modo como me foi entregue esse mandato. E espero fazer isso com rigor e com responsabilidade, essa é a minha tarefa — minimizou a procuradora-geral, em um breve atendimento à imprensa.

Sobrevoo no parque

No MPF em Florianópolis, a procuradora assinou um termo de adesão do Ministério Público do Estado ao programa "Água para o Futuro" do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Criado pelo Ministério Público do Mato Grosso, o programa disponibiliza o aplicativo "Água para o Futuro", que mapeia e identifica irregularidades ambientais em nascentes de água. Com a adesão, o MP Estadual criará uma página na web para gerenciar as nascentes identificadas ou em análise pelo órgão e configurará o aplicativo para enviar e receber informações relativas a nascentes diretamente nessa página.

Antes da solenidade, Raquel Dodge sobrevoou o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. As normas de criação e zoneamento do parque são alvo de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF. Dodge disse ter feitos anotações do que observou para fazer constar em sua atuação no caso.

— Eu vim de perto conhecer a realidade desse parque, saber quais são hoje as pressões que existem sobre ele para poder me posicionar adequadamente perante o Supremo Tribunal Federal — anunciou.

A procuradora-geral ainda destacou a importância do parque como fonte de abastecimento de água para Florianópolis e região.

— É um parque muito bem conservado, amplo, importantíssimo para Santa Catarina, sobretudo para Florianópolis, porque ali tem várias nascentes das águas que abastecem a cidade. Por isso é muito importante manter essa unidade de conservação preservada e viva — reforçou.

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