Por Sandro Paim

sandro.paim@diariocatarinense.com.br

Às vésperas de completar 42 anos, Preta Gil ganhou bolo de aniversário, esbanjou energia e simpatia e agitou o público no domingo (07), no P12, em Jurerê Internacional, com seu Bloco da Preta. Vítima recente de comentários racistas nas redes sociais, a cantora bateu um papo sobre o assunto:

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— Racismo eu sempre sofri na minha vida, mas este ataque foi diferente pois faz parte de uma espécie de seita, um grupo fechado que se identifica com a #MM – Máfia Maliciosa, que é racista e homofóbica. Hoje há uma equipe com advogados e polícia vendo o caminho que eles percorrem e já encontrando alguns, são cerca de 130 participantes. A internet trouxe essa liberdade que, por um lado é boa, mas tem suas mazelas. Então temos que nos unir, ajudar mães e pais a levar informações positivas e corrigir seus filhos. Acho que eu fiz o meu dever prestando queixa.

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Pouco antes de subir no palco e animar o público com um repertório eclético e totalmente brasileiro, ela também falou sobre os padrões de beleza:

— A preocupação com o corpo já é uma coisa absolutamente superada por mim. Com a idade, você vai percebendo que a saúde é mais importante do que a estética. Sou uma mulher vaidosa, me cuido, mas não a ponto de ter um padrão de corpo e beleza nos moldes que a sociedade cobra. Eu sou fruto das minhas consequências e atitudes, se eu quiser comer um bolo de chocolate, eu como. Se amanhã eu quiser comer um cachorro quente, eu como também. Até posso iniciar uma dieta. Não sou diferente de nenhuma mulher, mas umas têm mais obstinação e empenho para ser magra e cultuar o corpo, e eu tenho um pouquinho menos. Acredito que estou no equilíbrio, mas acho que toda mulher quer perder pelo menos 5 quilos.

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Com planos de voltar com o Bloco para Floripa no verão, a cantora destacou o carinho dos catarinense durante seus shows:

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— Desde a primeira vez que eu cantei aqui em Floripa, há uns 10 anos, o carinho foi imediato. O calor das pessoas é incrível, há uma qualidade de público que a gente não encontra em todos os lugares do Brasil. As pessoas são entregues, carinhosas, amorosas, dançam, gostam de tudo, e acho que esse ecletismo que eu tenho tem a ver com o povo catarinense.

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Às fotos de quem curtiu o Bloco da Preta em Floripa:

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